A Estabilidade do Casamento e as "Raposinhas" - Parte 2

A Estabilidade do Casamento e as “Raposinhas” – Parte 2

28 jul 2015

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Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
(Cantares 2.15)

A raposinha do “ciúme”.

O ciúme tem destruído muitos casamentos! O reverendo Hernandes Dias Lopes diz que a pessoa dominada pelo ciúme apresenta basicamente três sintomas: vê o que não existe, aumenta o que existe e procura o que não quer achar.

O ciúme leva o cônjuge a enxergar mais do que realmente está no seu campo visual. O ciumento enxerga olhares que não existiram, ouve declarações que os lábios nãos proferiram, interpreta gestos e atitudes que não tinham a intenção de transmitir a mensagem que ele entendeu.

O ciúme leva o cônjuge a superdimensionar, a maximizar, a ampliar a imagem do que realmente existe. Um “olá”, um “bom dia” acompanhado de um sorriso pode ser visto pelo ciumento como uma cantada ou uma traição. Um atraso justificável no horário normal para se estar em casa pode ser interpretado no coração do ciumento como um desvio de rota para a casa da outra(o).

O ciúme leva o cônjuge a uma busca frenética por evidências que incriminem e provem a infidelidade do outro. O ciumento(a) vasculha bolsa, verifica contatos, chamadas recentes, caixas de mensagens, whatsapp, manchas, cheiros e fios  de cabelos em camisas enquanto o outro toma banho ou dá uma saidinha. Quando encontra qualquer evidência desmorona e se descontrola emocionalmente. Buscou o que não queira achar, e achou.

O ciúme ataca o casamento em uma das pedras principais de seu próprio alicerce: mina a confiança! Sem confiança não há casamento! “Um casamento sem confiança transforma-se numa arena de brigas, num tribunal de acusações ferinas, numa prisão de tortura mental” (LOPES).

A raposinha da “inversão de papéis”

A compreensão dos papéis específicos do marido e da esposa é essencial para a estabilidade e felicidade do casamento. Na família pós-moderna, a liderança masculina está sendo ameaçada. O homem tem abdicado do seu posto de liderança e abdicado da posição que Deus lhe conferiu. Assistimos durante séculos a tirania e a opressão masculina (machismo)! Atualmente temos assistido o recuo e a omissão masculina.

Por outro lado, o movimento feminista busca romper os paradigmas de Deus para a família. Aqui cabe a famosa pergunta: homens e mulheres são iguais? A resposta bíblica é  “Sim” e “Não”!

Sim, no que diz respeito à criação (Gn 1.27) e à redenção (Gl 3.28) homens e mulheres são iguais perante Deus. Ambos foram criados a imagem e semelhança de Deus e ambos foram igualmente beneficiados pela obra de Cristo na cruz.

Porém, no que diz respeito aos papéis e funções dentro da família, a resposta é “Não”. Homens e mulheres, no âmbito da família, têm funções e papéis bem distintos. No relacionamento esposo e esposa o ponto central não é a superioridade ou inferioridade do homem ou da mulher. A questão fundamental é o papel que cada um deve exercer dentro do lar. Temos assistido a vinha da família sendo devastada pela raposinha da “inversão de papéis”.

Deus fez o homem para ser homem, marido e pai. Ninguém desempenha o papel de um homem tão bem quanto um homem. Deus fez a mulher para ser mulher, esposa e mãe. Ninguém desempenha o papel de uma mulher tão bem quanto uma mulher.

Tanto o machismo quanto o feminismo são distorções do propósito divino. O exercer autoridade como tirano e a omissão do homem no exercício de sua liderança são distorções do propósito de Deus. O marido não deve são um ditador nem um democrático! Ele deve ser um líder sábio e amoroso, presente e participativo nas lidas domésticas, mais atencioso à sua mulher do que ao trabalho, amigos e filhos, encorajador, carinhoso e afetuoso, um bálsamo para o coração da esposa. A sábia e amorosa liderança masculina é fundamental para a estabilidade emocional da família. Na família pós-moderna, o marido está cada vez mais ausente do lar. A figura masculina está quase apagada na mente das crianças. A fraca presença masculina no imaginário infantil tem sido uma das causas da grande explosão da homossexualidade. A omissão do homem tem empurrado as mulheres para a linha de frente de batalhas que não lhe pertencem. E, quando a mulher preenche essa lacuna deixada pela omissão e ausência do homem, ela se sente frustrada. Por quê? Porque Deus a criou para ser protegida pelo homem e não para ser a protetora dele. Sua estrutura não é apropriada para exercer essa função.

O maior ministério do homem é ser sacerdote dentro de sua casa! E nenhum outro interesse do mundo deve afastá-lo desse papel. O marido é responsável pela vida espiritual da esposa e dos filhos. Na família pós-moderna a mulher está cada vez mais assumindo a liderança na criação dos filhos. Porém esse papel pertence ao homem!!

E a mulher?! A mulher que tenta dominar o marido está na contramão da vontade de Deus. Ao fazer isso, ela despreza o marido, deixa-o frustrado gera filhos inseguros e uma família bicéfala onde marido e mulher disputam a liderança dentro do lar.

A raposinha da  “inversão de papéis” demanda posicionamentos URGENTES!!

Por: Pr. Paulo César Nascimento

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