Vídeo: PMs armados com fuzis entram em luta corporal com suspeito no Alemão

Vídeo: PMs armados com fuzis entram em luta corporal com suspeito no Alemão

Segundo a UPP, homem tentou fugir de abordagem e pegar pistola durante a briga. Procedimento interno vai analisar conduta dos policiais
10 jan 2018

Em um dia e horário de grande movimento na principal via que corta o Complexo do Alemão, a Estrada do Itararé, policiais armados com fuzis entraram em luta corporal com um suspeito, no último sábado. O vídeo que circula na Internet impressiona e a ação poderia ter terminado em uma tragédia.

Enquanto os dois policiais tentam imobilizar o homem, que resiste à abordagem, diversos curiosos ao redor acompanham o fato, filmam, enquanto outros desviam com medo de um disparo acontecer a qualquer momento. O local fica em frente a vários comércios e do lado de um ponto de ônibus.

De acordo com o comando da UPP do Complexo do Alemão, os policiais estavam na esquina da Estrada do Itararé com a Rua Joaquim de Queiroz quando viram o homem em “atitude suspeita”, por volta de 13h30. Ainda segundo nota enviada à reportagem, o suspeito tentou fugir e foi contido pelos PMs.

Ainda de acordo com a UPP, o suspeito tentou pegar a pistola de um dos policiais durante a briga. Em certo momento do vídeo, um homem que assistia à cena parece retirar a arma do chão para colocar em um local seguro.

Confira o vídeo:

Questionada sobre a abordagem dos policiais, a UPP disse que eles “utilizaram os meios necessários para conter o detido.” O homem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão e depois para a 45ª DP (Complexo do Alemão), onde o caso foi registrado.

Procurada, a Polícia Civil não informou como foi registrada a ocorrência na delegacia contra o suspeito e nem se os policiais serão investigados. “Esse caso de prisão efetuada pela PM está sendo investigado, mas a Polícia Civil não tem informações para repassar à imprensa”, limitou-se.

O Defezap, sistema que denuncia violência cometida por agentes do estado, também apurou o caso e o encaminhou para o Ministério Público do Rio (MPRJ), órgão responsável pelo controle externo da atividade policial. Procurado, o MP ainda não se pronunciou.

Via O Dia
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