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Após autorização judicial, Lula poderá deixar cadeia após 580 dias

Por: em 08/11/2019 às 17h09 atualizado em 08/11/2019 às 17h13

Após 580 dias preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar sua cela na carceragem da Superintendência da PF (Polícia Federal) de Curitiba (PR), na tarde desta sexta-feira (8).

A liberação do petista foi assinada pelo juiz federal Danilo Pereira Júnior, substituto da 12ª Vara de Execuções Penais, em cumprimento à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que decidiu pela inconstitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância.

A decisão reverteu o entendimento estabelecido pela corte em 2016 e atingiu casos de condenados na Operação Lava Jato. Além deles, cerca de 5 mil réus, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), poderão ser libertados.

Em perfil de Lula em uma rede social, foi publicada a mensagem #LulaLivreAmanhã . A defesa afirmou que o resultado do julgamento mostrou que a prisão do ex-presidente foi ilegal e voltou a dizer que ele é vítima de perseguição.

O petista já fez alguns pedidos aos correligionários. Assim que sair da prisão, ele quer um ato no acampamento montado pela militância na frente da PF e depois vai visitar os ex-tesoureiros do PT João Vaccari Neto e Delúbio Soares, que dão expediente na sede da CUT do Paraná. Só depois pretende ir para São Bernardo do Campo (SP), onde deve ser recebido com festa.

O plano dos dirigentes do PT é enviar os deputados e senadores do partido para recepcionar o ex-presidente na saída da carceragem em Curitiba assim que receberem uma confirmação da soltura de Lula.

A ideia do partido é que apenas os militantes do acampamento Lula Livre se juntem aos parlamentares do partido em Curitiba. Lula deve se dirigir a São Paulo o quanto antes, para uma festa no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC:

“Não tem a menor condição de segurança para que ele voe em avião de carreira. Se a PF não disponibilizar avião, teremos que providenciar um”, comentou um parlamentar do partido.

Antes de ser preso em abril de 2018, Lula passou duas noites no sindicato. O local é o berço político do ex-presidente, e permite uma reunião rápida da militância, que já costuma se reunir ali. O sindicato também é considerado mais seguro para fazer a comemoração, já que os sindicalistas podem fazer uma triagem do público.

 

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