Credor diz que prefeitura de ST 'se faz de morta' para não pagar débito de 2014

Credor diz que prefeitura de ST ‘se faz de morta’ para não pagar débito de 2014

17 fev 2017

A prática do ‘mal pagador’ permeia o governo do prefeito Luciano Duque (PT) , de Serra Talhada, desde o seu primeiro governo. Muitas das dívidas, mesmo empenhadas ultrapassaram as gestões, e assim, débitos vencidos ainda em 2014, segundo ano do primeiro mandato de Duque continuam em aberto, sem que nenhuma providência seja tomada.

Já foram trazidas à imprensa diversos ‘escândalos’ envolvendo calote do governo municipal. Alguns deles tramitam na justiça e outros, o prefeito, mesmo diante de todas as provas, foi a imprensa desmentir os credores. Segundo Duque ‘quem acusa tem que provar’ e assim consegue ir ‘bolando’ os débitos.

Têm-se conhecimento de débitos milionários, como é o caso da empresa Vialim, que fazia a coleta de lixo da cidade, somente a esta empresa o débito ultrapassa R$ 1 milhão de reais. Fora este outros tantos débitos menores a prestadores de serviços e pequenos fornecedores se espalham, tanto que ficou já conhecida a prática do governo municipal, de ‘saltar de credor em credor’, “quando um começa a cobrar eles saltam para outro, tal qual faz o velhaco em mercearias”, disse um credor, que recentemente denunciou ao Caderno 1 um débito da prefeitura de aproximadamente R$ 50 mil que já se arrasta desde 2014.

“O pior de tudo é dizer que não tem como fazerem nada, e isso quando conseguimos falar com alguém, o que é muito raro, normalmente ‘se escondem’, ou seja, não atendem telefone, manda dizer que não está, e assim vão empurrando com a barriga”, disse ele.

Segundo o mesmo, já perdeu as contas de quantas ligações já fez para tesoureira da Secretaria de Saúdse, que foi quem ficou responsável pelo pagamento do débito, “simplesmente não atente”, informa e diz ainda que também a secretária, Márcia Conrado não atende telefone nem responde mensagens, “já enviei mensagem até pelo facebook, mas não tenho resposta”, denuncia.

Ele denuncia também a prática do ’empurra’ usado pelo governo municipal. Segundo suas informações a Secretaria de Saúde alegava que não recebia os repasses da Prefeitura para efetuar o pagamento, a prefeitura por sua vez, mostrou que o repasse vem sendo feito normalmente, até em percentual maior do que o estipulado por Lei.

“Não se isenta o prefeito, ele tem conhecimento de tudo. O serviço foi contratado pelo mesmo, o contrato tem sua assinatura, apenas ficou para que o Fundo Municipal de Saúde efetuasse o pagamento. Pelo visto, o caso vai acabar chegando a outras esferas e quem vai ficar mais diretamente prejudicado é o FMS, espero que não, mas, diante do que se andou até aqui… não tem outro jeito”, declarou o prestador de serviço. “Ainda estou no aguardo de um pronunciamento da prefeitura”, concluí.

Da Agência Papiro
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