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Integrantes do PCC de PE e mais 7 estados são alvo de operação

Por: em 27/11/2019 às 11h29 atualizado em 27/11/2019 às 11h29

Os integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) são alvo da Operação Flash Back deflagrada em Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe. Mais de mil policiais estão envolvidos na ação, que teve início na madrugada desta quarta-feira (27), para cumprir 110 mandados de prisão. Desse total, 66 mandados de prisão devem ser cumpridos em terras alagoanas.

A operação foi deflagrada após sete meses de investigação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), Ministério da Justiça, Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), a 17ª Vara Criminal da Capital, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Secretaria de Ressocialização e Inserção Social (Seris).

Ainda não foi divulgado um balanço de quantas prisões já foram realizadas ou de apreensões. Maiores detalhadas da operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa no final da manhã desta quarta-feira no auditório Aqualtune, no Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió.

Mortes barbáries caracterizam o PCC

Uma série de reportagens especiais publicada pelo OP9 em maio deste ano revelou que em dois anos Alagoas registrou 14 morte por decapitações, sendo considerado o estado da barbárie. Execuções sumárias de rivais ou inocentes, sequestros, tráfico de drogas e assaltos. Esses são alguns dos crimes bárbaros que caracterizam o PCC, segundo a polícia.

Segundo as informações, a operação originária em Alagoas parte para o combate à essa facção criminosa, não com o propósito de apreender armas e drogas, mas de isolar os líderes da nova estrutura, que tem como caraterística a truculência no ‘tribunal do crime’. Mortes bárbaras pelo Brasil, inclusive no estado de Alagoas, com maiores registros em Maceió e Região Metropolitana, como Rio Largo.

Dados do Centro de Segurança Institucional e Inteligência do Ministério Público de São Paulo divulgados em 2017 mostraram que Alagoas é o segundo estado do Nordeste com o maior número de integrantes da do PCC. Na época, eram 970 membros. De acordo com os dados, Alagoas ficava atrás apenas do Ceará. Em terceiro lugar vem o estado do Rio Grande do Norte, com 446 membros da facção. No total, os estados nordestinos contabilizam 3.818 filiados ao PCC.

De acordo com as investigações, o ‘tribunal do crime’, assim como os integrantes denominam as execuções, é formado pelos que detém maior poder ou funções privativas dentro da organização criminosa. A principal característica desse ‘tribunal do crime’ é a frieza com a qual determinam a forma de execução das suas vítimas. Incluindo jovens inocentes e membros da própria facção tidos como desobedientes, quase sempre narrando para elas como será o passo a passo da morte.

Durante as execuções, os criminosos costumam fazer contato com o líder que deu a sentença e transmitir, por meio de vídeos, para provocar ‘prazer’ e reforçar sua autoridade, bem como ganhar prestígio dentro da facção.

Contudo, o objetivo da operação é combater o principal núcleo do PCC, com base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil, sob comando de um faccionado identificado como ‘Maré alta’. Segundo as investigações, este homem compõe a atual liderança da facção, que substitui o fundador e líder, Marcos Willians Camacho, conhecido como ‘Marcola’ que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

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