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Livro “Revolução Praeira no Sertão” será lançado em Petrolina

SERTÃO DO S.FRANCISCO

Por: em 30/08/2018 às 00h11 atualizado em 30/08/2018 às 00h11

No dia 02 de Setembro, das 11 às 12h, no Centro de Convenções de Petrolina seu mais novo livro e no dia 13 de setembro às 16h30, no auditório professor Bezerra Baltar, agência CONDEPE/FIDEM , na rua da Ninfas, 85, Boa Vista, Recife – PE, o florestano Leonardo Ferraz Gominho estará lançando: A Revolução Praieira no Sertão. O livro trata do movimento revolucionário ocorrido em Pernambuco no século XIX e que teve grande repercussão na região sertaneja.

As lutas políticas envolvendo conservadores e liberais, no século XIX, foram, vez por outra, marcadas pela violência. Como era costume, a oposição, chegando ao poder, iniciava de imediato a perseguição aos adversários, quando a mão estendida e o entendimento eram imprescindíveis para se manter a tranquilidade nas províncias.

A Revolução Praieira, rompida em Pernambuco num dos seus períodos mais conturbados, foi uma dessas grandes lutas, consequência direta do estado de desequilíbrio econômico-social, da insatisfação da massa e das questões políticas. A província vivia agitada, inquieta, instável, propícia a um movimento de rebeldia. O Partido Conservador, alçado ao comando político, não soube – ou não pôde – controlar seus seguidores, autoridades subalternas que passaram a fustigar e ameaçar liberais do interior e da capital. A reação já poderia ser esperada. Com problemas sociais profundos, as mudanças políticas viriam a ser o pretexto para o desabrochar do movimento iniciado em novembro de 1848. Sem qualquer combinação anterior, de forma súbita e espontânea, os liberais iniciaram um movimento de resistência. Grupos foram surgindo pelas comarcas em diversos dias, à proporção que a perseguição mais e mais se estendia e enfurecia.

No alto Sertão, a luta era iminente. Velhos ódios acumulados lançavam ao choque famílias inimigas entre si.

Para se entender esses ódios, o autor volta no tempo. Mostra que, já em 1824, com a Confederação do Equador, as principais famílias do extenso município de Flores tornavam-se ferrenhas inimigas, envolvendo-se numa luta prolongada de busca do poder. Mais tarde seriam denunciados os “inimigos da Constituição”, num episódio que deixou sequelas inesquecíveis. Na luta pela posse da Serra Negra e no Movimento Sedicioso do Exu, ficaram na lembrança desfeitas, e novos ódios se acumularam.

Enquanto isso, líderes se impunham e se destacavam na pequena comuna sertaneja; o autor mostra uma um, e os laços que os uniam – ou que os separavam – homens como o extraordinário líder de Flores, o tenente-coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz; o rígido líder do Navio, tenente-coronel Serafim de Souza Ferraz; o intrépido combatente da Serra Negra, major José Rodrigues de Moraes; o valoroso coronel Manoel Pereira da Silva e o persistente e sanguinário tenente-coronel Simplício Pereira da Silva.

O historiador Gustavo Barroso colocou a rebelião de Pajeú de Flores no mesmo nível daqueles focos de sedição que borbulhavam nas matas de Paratibe, Monjope e Água Preta, e que só veio a terminar – palavras de Gustavo Barroso – “com a derradeira resistência do cabecilha Nogueira Paz em Pajeú de Flores.”
Pajeú de Flores!

Pajeú de Flores, Floresta, Tacaratu, Serra Negra e caatingas do Riacho do Navio tiveram sua importância. Foram palcos de lutas memoráveis, testemunhas de um movimento quase esquecido, “de uma beleza de sentimentos comovente, sobretudo ao se atentar para o fim trágico, quase suicida, do mais idealista dos seus chefes, Francisco Barbosa Nogueira Paz.”

O livro mostra tudo isso; busca, sobretudo, resgatar a memória dos que participaram, no Sertão, daquele movimento inesquecível e que é, sem dúvida, uma importantíssima página da História de Pernambuco.

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