Roberto vê evolução, mas diz que faltou agressividade no ataque

Roberto vê evolução, mas diz que faltou agressividade no ataque

Treinador lamentou problemas na criação das jogadas e já projeta duelo ante o Figueirense
12 ago 2017

O sonho de conseguir três vitórias consecutivas e deixar, mesmo que momentaneamente, a lanterna da Série B 2017 não foi realizado. Com a derrota por 1×0 diante do América/MG, no Independência, o Timbu estacionou nos 14 pontos, na última colocação. Sobre o confronto, o técnico Roberto Fernandes observou uma evolução da equipe, mas lamentou a falta de agressividade no setor ofensivo.

Foto: Paullo Allmeida/Folha pr

“Foram dois tempos distintos com a mesma formação. Abrimos mão de jogar no primeiro tempo. Respeitamos demais o América no início. Depois tiramos um meia para entrar um atacante, mantendo o mesmo sistema. A partir daí a atitude foi diferente e poderíamos ter tido uma sorte melhor. O América fez por onde terminar com o 1×0, mas pelo segundo tempo feito, fico com uma expectativa que podemos evoluir na competição”, afirmou o técnico.

Mesmo assim, o treinador não escondeu que está descontente com a postura da equipe quando ela tem a bola nos pés. “Temos o ataque menos eficaz do campeonato e isso não é por acaso. Estamos trabalhando para dar essa agressividade. O último terço de campo do Náutico tem uma maneira de jogar que não me agrada. Jogamos com uma posse de bola que não tem nada a ver com que a Série B pede. Muitas vezes preferimos um passe do lado, que dá condição de recomposição ao adversário, não verticalizando os lances”, afirmou Roberto. “Temos atletas de velocidade que estão mal acostumados, jogando apenas com a bola no pé. Precisamos fazer os passes no ponto futuro.Nosso time posiciona muito o passe no pé para depois tentar driblar o adversário. Precisamos jogar entre as linhas”, completou.

Sem tempo para lamentar o resultado, o Náutico já volta a campo na terça (15), para encarar o Figueirense, na Arena de Pernambuco. Um confronto direto entre dois times que lutam para escapar da queda à Série C – o Figueira é o 18º, com 20.

“Será um confronto direto e nós precisamos pontuar. Náutico nesse segundo turno precisa ser mandante. Não tem como ser diferente. Precisamos buscar sempre o aproveitamento máximo. Se conseguirmos isso, daremos um grande passo para fugir dessa situação. Estamos assim (lanterna) por ter ganho apenas um jogo em casa. Isso é irreal. Mais do que nunca, precisamos também contar com o apoio do torcedor. Fiquei feliz com a presença dele no Independência, gritando ‘eu acredito’. Não pode ser diferente. Precisamos fazer com que os adversários não venham achando que vão roubar pontos aqui”, completou.

Da Folha PE
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