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“Se os EUA nos atacar, destruiremos Israel em meia hora” diz parlamentar iraniano

Por: em 03/07/2019 às 10h54 atualizado em 03/07/2019 às 12h12

Mojtaba Zonnour, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento iraniano, em entrevista à agência Mehr afirmou que: “Se os Estados Unidos se atrever a atacar o Irã, só restará a Israel mais meia hora de existência”.

Assim como a Casa Branca, o Irã não baixa o tom das suas declarações. Mesmo em postura reativa, os representantes do país têm respondido na mesma moeda as provocações de Donald Trump e seus secretários contra o país. Desta vez foi o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento iraniano, Mojtaba Zonnour, que declarou nesta segunda-feira (01) que se seu país fosse atacando, reagiria destruindo Israel em apenas meia hora.

“Se os Estados Unidos se atrever a atacar o Irã, só restará a Israel mais meia hora de existência”, foram as exatas palavras de Zonnour, em entrevista à agência de notícias iraniana Mehr, reiterando que seu exército possui um arsenal suficiente para levar adiante tal ameaça.

A afirmação do parlamentar não foi por acaso: há alguns dias, o presidente estadunidense Donald Trump contou que teria cancelado uma ofensiva contra o Irã 10 minutos antes do lançamento dos primeiros mísseis.  O que se entendeu foi que teria sido um gesto de benevolência, para “dar uma nova chance ao país do Golfo Pérsico.

Segundo o Site da Revista Forúm, Zonnour também se referiu especificamente a essa declaração, dizendo que “se achassem que seu ataque teria sucesso não o teriam cancelado”.

As tensões entre os dois países vêm se intensificando nas últimas semanas desde o dia 19 de junho, quando o Irã derrubou um drone estadunidense que sobrevoavam o estreito de Ormuz que ingressou em seu espaço aéreo. Posteriormente, Washington culpou Teerã pelos ataques sofridos por dois navios petroleiros nos mares da mesma região, o que os iranianos negaram posteriormente, em comunicado que no qual afirmaram que os ataques foram uma “cena montada pelos Estados Unidos para justificar uma guerra”.

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