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Segunda-feira (14), é o dia D para milhões de alunos em Pernambuco

Por: em 13/09/2020 às 10h17 atualizado em 13/09/2020 às 10h17

Amanhã, segunda-feira (14), atenções se voltam para o Palácio do Campo das Princesas. Sede do Executivo estadual no Centro do Recife. De lá que sairá o anúncio autorizando ou não à reabertura das escolas de educação básica e, se acontecer, quando será.

Por um lado, há famílias e professores inseguros. Do outro, pais que voltaram ao trabalho, precisam do apoio da escola. Porém, médicos afirmam não ser o momento de liberar aulas presenciais, pois a transmissão da covid-19 não está controlada.

As crianças e adolescentes exaustos de telas e com limitações na aprendizagem. Além disso, para completar, eleições municipais em novembro, componente que interfere nas definições governamentais. Com tantas variáveis, a decisão de liberar ou não as aulas presenciais é polêmica e repercute na vida de 2,1 milhões de estudantes.

Foi renovado seis vezes neste período, sob a justificativa de que não havia segurança epidemiológica. Também na terça-feira fazem dois meses que o governo lançou o protocolo com 51 regras que devem ser seguidas pelas redes públicas e privadas. Protocolos estes a fim de garantir o mínimo risco de contágio do novo coronavírus.

Em relação ao setor privado, os quais representam menor parcela de alunos do Estado (400 mil). O representante dos donos de escola, José Ricardo Diniz, cobra a divulgação de datas para reabertura. Além de assegurar que a maioria das suas escolas está pronta para voltar. Na rede pública, o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de Educação de Belém de Maria, Natanael Silva, afirma o contrário.
As escolas municipais recebem a maior parte dos discentes pernambucanos, 1,1 milhão. “Em períodos normais muitas redes não têm condições adequadas de infraestrutura e transporte dos alunos. Imagine nesse momento de pandemia”, ressalta.

Secretário estadual de Educação e o principal responsável pela condução do tema no âmbito educacional. Fred Amancio garante que a decisão é pautada pela análise dos números da pandemia em Pernambuco. É esperar para ver nesta segunda-feira.

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