
Sapinho é uma designação popular a uma doença conhecida como candidíase oral pseudomembranosa. É caracterizada por pequenos pontos esbranquiçados na mucosa oral, acometendo mais comumente as mucosas que revestem as bochechas, gengivas e língua, sendo causada pelo fungo Candida albicans, que naturalmente habita o trato gastrointestinal e genital de humanos.
O grupo de pessoas mais comumente afetadas são os recém nascidos. As lesões aparecem geralmente até o sexto mês de vida, em virtude da imaturidade do sistema imunológico.
Materiais mal higienizados em contato com a boca dos bebês, tais como chupetas e mamadeiras podem favorecer o aparecimento do sapinho. Além disso, o próprio acúmulo de saliva nos cantos dos lábios também pode ser considerado um fator desencadeante, bem como o uso prolongado de antibióticos.
Alguns cuidados podem ser importantes para se evitar o sapinho, dentre eles:
1- Lavar as mãos quando for manipular (pegar) o bebê.
2- Evitar que os seios fiquem úmidos, mantendo-os secos entre as mamadas.
3- Higienizar a boca do bebê, de forma que não fiquem restos de alimentos.
Caso a mãe amamente uma criança com sapinho, é importante que ela reduza o açúcar da dieta, uma vez que esse componente favorece a proliferação do fungo.
O diagnóstico do sapinho é clinico e laboratorial. Segundo a Biomédica, Gleiciere Maia Silva, Especialista em Micologia e Mestre em Biologia de Fungos o diagnóstico laboratorial deverá ser realizado através da coleta do material das lesões do paciente para posterior semeio das amostras em meios de cultura, a fim do isolamento e identificação do agente etiológico. O tratamento é simples, geralmente feito com a administração de um antifúngico oral.
A biomédica conclui que a candidíase oral é uma doença simples e benigna, entretanto é importante o seu tratamento para evitar complicações. Na presença dos sinais da doença, é importante uma consulta com o pediatra para que este possa realizar uma avaliação do quadro clínico do bebê e possível instituição terapêutica. (Autora: Gleiciere Maia Silva, Biomédica, Mestre em Biologia de Fungos e Especialista em Microbiologia Médica e Micologia)





