Com os efeitos negativos e prejudiciais que o coronavírus tem causado na economia; comerciantes, trabalhadores autônomos, e outros já começam a alterar o tom contra o Governador Paulo Câmara e contra as medidas de Isolamento Social.

Andando pelas ruas da cidade de Afogados da Ingazeira, mais especificamente no centro comercial do município, que é o segundo maior da região do Vale do Pajeú, é possível ver a insatisfação e a indignação dos comerciantes e demais trabalhadores com a situação imposta pelo governo estadual. Em contato com a redação do Portal Nayn Neto, alguns comerciantes e ambulantes foram unânimes em dizer que “se isso não parar, nós não vamos morrer de vírus nenhum. Vamos morrer de fome! Nós precisamos trabalhar. Estamos sadios. Quem não precisa trabalhar é ele, o governador, que tem tudo. Nós, temos que correr atrás, ele não”, protestaram diversos trabalhadores e comerciantes afogadenses.
O tom também se eleva contra a Diocese da Igreja Católica, onde vários paroquianos se mostram insatisfeitos com a atitude de cancelar todas as Missas e deixar a Catedral de portas fechadas. “Não podemos nem rezar dentro da igreja. É mesmo preciso uma atitude dessas? Tão extrema?”, questionou uma paroquiana que não quis se identificar.
O Portal também ouviu o Bispo Diocesano, Dom Egídio, no início da tarde desta sexta-feira (27), e o mesmo declarou que “eu também não estou contente de celebrar à portas fechadas… gostaria muito de poder continuar celebrando com a comunidade reunida, mas, o cuidado com a vida das pessoas e a prudência fala mais alto do que o meu gosto.Também para Deus a vida dos mais frágeis vem antes dos sacrifícios”, ponderou o Bispo.




