O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta quarta-feira (10), a recriação o Ministério das Comunicações, através da assinatura de uma medida provisória, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) durante a noite.
O novo ministro, o 23º do governo Bolsonaro, será o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN).

A área das Comunicações estava subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que segue comandado por Marcos Pontes. Na nota, o governo federal afirma que a recriação será feita “sem nenhum aumento de despesa”, aproveitando “apenas cargos de estruturas já existentes”.
Segundo a CNN Brasil, a informação adicional é que o presidente também extinguiu a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), responsável pela comunicação institucional da Presidência, que terá suas funções incorporadas pelo novo Ministério das Comunicações. O atual secretário de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, será o número 2 da nova pasta, como secretário-executivo.
O presidente falou aos jornalistas presentes em frente ao Palácio do Alvorada sobre as mudanças. Ele citou o fato de Faria ser casado com a apresentadora Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos.
“Ele não é um profissional do setor, mas tem conhecimento, até pela vida que ele tem, junto a família do Silvio Santos. A intenção é essa, é otimizar e botar o ministério para funcionar nessa área, que estamos há tempo devendo uma maior informação”, afirmou.

O novo ministro – Fábio Faria, de 42 anos, é administrador de empresas. Começou a carreira política em 2007, quando assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Foi reeleito em 2010, 2014 e 2018. Ele é filho do ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD).
O novo Ministério das Comunicações incorporará toda a estrutura da antiga pasta, que havia sido incorporada à pasta da Ciência e Tecnologia (MCTI), mais as funções da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). A pasta também vai dirigir a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estatal responsável, entre outras coisas, pela TV Brasil e pela Agência Brasil.





