De acordo com o boletim InfoGripe, divulgado semanalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dez capitais brasileiras apresentam sinal de crescimento moderado, probabilidade maior que 75%, ou forte, probabilidade maior que 95% na tendência de longo prazo (seis semanas) de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de Covid-19.
Os casos e os óbitos notificados no país apresentam ocorrência muito alta, segundo o boletim. O coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes, observou que 20 das 27 capitais apresentam sinal de estabilidade ou crescimento em uma tendência de longo prazo.

Capitais
Em Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió e Salvador há um forte sinal de crescimento a longo prazo.
Nas capitais, Belém, São Luís e São Paulo,pode observa-se um sinal moderado de crescimento do número de infectados para a tendência de longo prazo, acompanhado do sinal de estabilização na tendência de curto prazo.
As capitais, Belém, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Salvador e São Luís já completam ao menos um mês com manutenção do sinal de crescimento na tendência de longo prazo em todas as semanas.
Já a capital paulista apresenta sinal de crescimento a longo prazo pela primeira vez desde o início do processo de queda, apesar de já ter dado sinais de possível interrupção da tendência de queda. Porto Alegre apresentou sinal de estabilização tanto na tendência de curto quanto de longo prazo.
Marcelo Gomes destacou a necessidade de cautela em relação às próximas semanas, principalmente em relação a eventuais avanços nas ações de flexibilização das medidas para diminuição do contágio na capital gaúcha.
Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não confirmou sinal de estabilização na tendência de longo prazo, retornando ao sinal de queda nesse indicador. De acordo com o coordenador do InfoGripe, embora a tendência de curto prazo tenha mantido sinal de estabilização, ainda é necessário cautela em relação a ações de flexibilização.
“Como já foi relatado em boletins anteriores, identificamos diferença significativa entre as notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no estado do Mato Grosso registradas no sistema nacional Sivep-Gripe e os registros apresentados no sistema próprio do estado. Tal diferença se manteve até a presente atualização”, ressaltou Marcelo Gomes. Via Diário de Permambuco





