A partir desta terça-feira (24), os alunos do ensino infantil de escolas de rede privada estão liberados para voltarem às aulas.
Por terem idade entre dois e seis anos, as medidas para que as crianças não se tornem vetores de transmissão da Covid-19 precisam ser redobrados. No Colégio Dom, em Olinda, a preparação vem sendo realizada desde o mês de outubro.

“No mês passado nós fizemos um dia de visita para cada série, do infantil 1 ao segundo ano. Marcamos uma manhã em que eles passaram duas horas na escola, e o resultado foi positivo. Passamos também orientação aos professores e fizemos uma reunião on-line com os pais para que eles reforcem em casa as instruções”, afirmou o diretor do Colégio Dom, Arnaldo Mendonça.
Essa parceria em conjunto com os pais é de extrema importância para que eles se conscientizem, também, dos riscos fora do colégio. “O que é exigido no ambiente escolar é o que é exigido em qualquer local. Temos que desmistificar que a escola é o único lugar em que o ambiente tem que ser adequado”, ressaltou o médico infectologista, Raphael dos Anjos.
Para diminuir as chances de contágio, todas as medidas adotadas para adultos também são válidas para as crianças, com pequenas adaptações. “Crianças mais novas também podem usar a máscara, basta conscientizá-las da importância. Outro ponto é a higienização das mãos, que deve ser contínua. Em casos assim, o álcool não deve estar disponível para elas utilizarem sozinhas, mas se for aplicado sob supervisão não tem problema. As mesas e brinquedos devem ser individuais e sem compartilhamento. Por fim, temos a questão do recreio, que deve ser supervisionado e adaptado para evitar o contato”, explica Raphael.
O presidente do Sindicato das Escolas Particulares, José Ricardo Diniz, reafirmou que os colégios se encontram prontos para receber as crianças e estão cumprindo com o protocolo do Governo Estadual. Ademais, informou que a educação infantil deve ter menor percentual de alunos em comparação aos outros segmentos. Informações da Folha PE





