Um programa de vacinação em massa contra a Covid-19 deverá custar cerca de R$ 20 bilhões no Brasil, de acordo com os cálculos do ministro da Economia, Paulo Guedes. O governo, entretanto, ainda não apresentou os detalhes sobre esse plano de imunização.
“Se formos partir para uma campanha de vacinação em massa, devem ser mais ou menos uns R$ 20 bilhões”, disse Guedes nesta sexta-feira (11), durante audiência pública da comissão que acompanha o programa federal de enfrentamento à Covid-19 no Congresso Nacional.

O ministro não deu informações sobre a fonte desses recursos, nem quando eles serão disponibilizados. Contudo, o presidente Jair Bolsonaro já informou que não vai faltar dinheiro para a vacina contra a Covid-19, pois os ministérios da Saúde e da Economia estão andando de “mãos dadas pela vida”.
“Em havendo certificação da Anvisa (orientações científicas e preceitos legais) o governo brasileiro ofertará a vacina a toda a população de forma gratuita e não obrigatória. Segundo o Ministério da Economia não faltarão recursos para que todos possam ser atendidos”, afirmou Bolsonaro nas suas redes sociais na segunda-feira (07), após ser pressionado a apresentar um plano nacional de imunização contra a Covid-19.
Ainda durante a sexta-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que o governo federal vai requisitar e distribuir entre os estados brasileiros “toda e qualquer vacina registrada, produzida ou importada no País”. Uma medida provisória deve ser publicada para esclarecer a “centralização e distribuição igualitária das vacinas”, de acordo com Caiado.
Custo da vacinação
Guedes, por sua vez, ressaltou que o custo da vacinação é bem inferior aos gastos feitos de forma emergencial neste ano para combater à Covid-19. Segundo ele, o governo brasileiro já gastou R$ 599,5 bilhões no enfrentamento à pandemia.
“O choque inicial, que foi o distanciamento social, foi um impacto tremendo a economia. E nós empurramos esses recursos em várias direções”, afirmou o ministro da Economia no Congresso.
Ele relembrou que mais da metade desses R$ 599,5 bilhões custeou os pagamentos do auxílio e o restante foi distribuído em programas como o benefício emergencial de manutenção do emprego, o programa de auxílio federativo aos estados e os programas emergenciais de crédito.
De acordo com o mministro, esse gasto emergencial representa cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Sendo assim, vai levar o déficit primário para cerca de 12% do PIB em 2020.
O ministro voltou a ressaltar ainda que o governo está alinhado ao teto de gastos para começar a reduzir esse rombo fiscal já a partir de 2021. Via Diário de Pernambuco





