Contabilizando mais de mil notificações diárias de novos casos da Covid-19 desde dezembro, o Estado de Pernambuco atravessa um momento de estabilidade. Contudo, no contexto epidêmico local, essa estabilidade passa longe de ser sinônimo de tranquilidade.
“Vivemos um cenário de estabilidade ainda em patamares elevados, preocupantes. É sinal que há circulação sustentada do vírus e que todos precisamos tomar cuidados”, disse o Secretário Estadual de Saúde (SES-PE), André Longo, durante entrevista coletiva remota dada nesta quinta-feira (4).

Em um período de menos de três meses, PE acumulou mais de 100 mil novos casos de infecção pelo coronavírus, sendo mais de quatro mil pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). As mortes entre 5 de novembro e 4 de fevereiro somam 1.743.
O aumento dos casos da Covid-19 é uma realidade difícil e que pode ficar ainda pior com a chegada do período de sazonalidade dos vírus respiratórios.
“Não é um momento de absoluto controle da pandemia. Pelo contrário, é um momento de preocupação e observação do cenário, em especial o que está ocorrendo em outros estados, e de preparação para a nossa sazonalidade de doenças respiratórias”, alertou Longo.
A sazonalidade de doenças quer dizer que existe um padrão anual em que em que há um período específico no qual determinadas doenças apresentam maior índice de transmissão. No caso dos vírus respiratórios, geralmente essa sazonalidade se apresenta entre os meses de outono e inverno.
“Hoje, temos um plano de contingência que aponta para a possibilidade de termos um cenário pior nos meses de maior sazonalidade, que se avizinham a partir de março. Até lá, precisamos reforçar os cuidados para que a gente não antecipe um cenário de maior aceleração epidêmica e possa se preparar com a contingência de leitos necessários para eventual piora de cenário, como estamos vendo acontecer em outros estados”, complementou o gestor. Via Folha de PE





