Na manhã desta segunda-feira (01), a Petrobras anunciou um novo reajuste de preços dos combustíveis. A gasolina sofrerá uma alta de R$ 0,1240 nas refinarias, o que equivale a 5%. Já o diesel teve um aumento de R$ 0,1294, ou 5%. O preço da gasolina era de R$ 2,48 e foi para R$ 2,60. O do diesel era de R$ 2,58 e foi para R$ 2,71.
O aumento no preço de combustíveis foi o pivô de uma troca no comando da Petrobras, anunciado pelo seu acionista majoritário, o governo federal. O presidente Jair Bolsonaro tomou a decisão de não renovar o contrato com o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Entretanto, o mandato de Castello Branco só termina em 20 de março de 2021 e até lá a empresa poderá continuar a aplicar sua atual política de alta nos preços.

Atualmente, a Petrobras considera os preços internacionais, a cotação do dólar, entre outros itens. O governo federal gostaria que a Petrobras considerasse uma espécie de média móvel desses indicadores ao longo de um período maior, de 10 ou 12 meses, e que desse mais previsibilidade aos aumentos dos combustíveis.
Castello Branco se negou a fazer esse ajuste e não teve seu mandato renovado. Ele deve ser substituído no final deste mês pelo general Joaquim Silva e Luna. Até lá, novos reajustes podem ser adotados.
Bolsonaro ficou irritado com as decisões de Castello Branco e anunciou que zeraria por 2 meses todos os impostos federais que incidem sobre o óleo diesel a partir de hoje (01). Mas, com os aumentos aplicados pela Petrobras, o efeito de menos impostos pode ser neutralizado pelos reajustes.
A preocupação do Palácio do Planalto é que os aumentos no diesel acabe precipitando um movimento de paralisação de caminhoneiros. Essa eventual greve tem sido sempre anunciada, por causa dos reajustes nos preços dos combustíveis. Via Poder 360





