Desde a última quinta-feira (11), vem sendo debatido na Câmara Municipal de Vereadores de Serra Talhada, um projeto dos Vereadores Vandinho da Saúde, Gin Oliveira e André Maio, no qual solicita que os templos religiosos se tornem serviços essenciais.
Nesta segunda-feira (15), através das redes sociais, um dos sacerdotes da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, o Padre Américo Leite, realizou críticas ao projeto de lei dos vereadores de Serra Talhada que desejam abrir templos, especialmente evangélicos, em plena pandemia. A posição dele é equiparada com a do Pároco, Padre Josenildo Nunes, e da Diocese de Afogados da Ingazeira.

Diante da situação o Líder da Situação, Vereador Gin Oliveira se posicionou sobre o caso mais uma vez. “Quando me pronuncio diante da Casa Legislativa, tenho em mente que não falo sobre o interesse de um grupo, tampouco sobre interesse particular. Falo mediante a vontade de um povo, que é formado de diversos grupos, quer sejam religiosos ou não. Decidi levar a causa das confissões religiosas não em nome da minha confissão de fé, mas de todos aqueles que tive contato e me expuseram a necessidade de terem suas atividades religiosas realizadas. Posso fazer isso levando a causa da classe empresarial também, por exemplo. Não é o meu grupo, mas é um grupo que precisa de voz”, disse.
“Em um grupo, nem todo pensamento é homogêneo, as pessoas possuem a liberdade de concordar ou não. Se um dia mencionei sobre o anseio do retorno do exercício litúrgico, foi mediante a vontade do líder religioso e não com caráter de obrigatoriedade. Compreendo que determinadas igrejas, centros ou grupos escolherão não retornarem, caso isso seja possível. Contudo, eles não respondem pelo todo. Há uma parcela significativa de fiéis que gostariam e cooperam de forma incisiva com os protocolos de segurança para que os cultos aconteçam”, afirmou.
“Não cabe a um líder religioso decidir como será ou como deve ser feita a celebração religiosa. Este responde tão somente pelo grupo religioso em que ele representa. Aos líderes que desejam que os cultos retornem, estes não se mostram intransigentes quanto à possibilidade da suspensão dos cultos públicos, onde inclusive, há um ano atrás, cooperaram massivamente acatando as determinações e orientações dos poderes públicos. Aqui não cabe discussões teológicas quanto ao nível de importância do templo e do ajuntamento de irmãos, devido as opiniões diversas. O que jamais farei será tomar a posição de um líder como plena e desconsiderar outra parte significativa, que cooperou no início do Lockdown e mostrou que, no contexto atual, a restrição absoluta às reuniões presenciais de igrejas e templos de qualquer culto, não se mostram eficazes. O projeto não menciona abrir os templos e “enchê-los” de fiéis. Há uma estrutura metódica para ser cumprida pelos líderes quanto à obrigatoriedade do uso dos protocolos de segurança, quanto à capacidade máxima do número de pessoas e aos grupos, conforme suas necessidades”, finalizou Gin.





