Neste sábado (20), o Secretário de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá, afirmou ao programa ‘Debate do Sábado’ que é difícil tratar de medidas restritivas, mas que diante do avanço da pandemia, não há outro caminho.
“É frustrante a gente estar falando em fechamento, mas pelo atraso na chegada das vacinas é necessário. Era pra gente estar falando em retomada econômica. Mas só administramos vacinas em duas mil pessoas em São José do Egito. Isso não dá nem 7%”, disse ele.

Segundo o Blog Nill Jr, ele relatou o momento atual como crítico: “Todas as UTIs estão lotadas na região. Em José do Egito chegou a 100% e a gente infelizmente precisa tomar uma medida frustrante. Ninguém toma uma decisão dessa feliz e achando bom. Tem um momento que a gente tem que tomar decisão enérgica e corajosa. Não estamos conseguindo transferir porque as unidades estão lotadas. A gente não pode assistis tudo isso de camarote. Claro que os empresários reclamam, mas na economia o mais importante de uma empresa devem ser as pessoas”.
Paulo ressaltou ainda que não pôde estar presente durante reunião do MP, mas que adere integralmente à decisão colegiada: “Vamos atender”.
Questionado sobre o posicionamento da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, de não aderir às medidas, ele disse: “A gente está fazendo esse combate e tem um grande inimigo que é o vírus e o outro os negacionistas, que só pensam em eleição e voto como esse grupo que envolve o Presidente da Republica. Esse argumento atinge a base de quem acha que a terra é plana, que cloroquina resolve e a gente sofre isso nos municípios”.
Para Paulo, é um discurso até mais fácil de ser feito durante esse momento econômico. “Esse posicionamento de Serra reforça esses laços do discurso negacionista de que quem for morrer vai morrer mesmo. Ficamos preocupados com esse posicionamento de Serra, mas ela não é prefeita da região. Vamos manter independente de Serra”, acrescentou.





