O ensaio clínico da Fase 3 em andamento da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech confirma que sua proteção tem duração de pelo menos seis meses após a segunda dose, afirmaram as empresas nesta quinta-feira (01).
É a primeira análise do tempo de duração da proteção para uma vacina contra o coronavírus e, apesar de seis meses ser um alvo modesto, é mais do que os 90 dias de proteção que é a melhor estimativa oferecida até agora.

A vacina continua mais de 91% eficaz contra doenças com quaisquer sintomas por seis meses, disseram as empresas. E parecia ser totalmente eficaz contra a preocupante variante B.1.351 do vírus, que é a cepa dominante que circula na África do Sul e que os pesquisadores temiam ter evoluído para escapar da proteção das vacinas.
“A vacina foi 100% eficaz contra doenças graves, conforme definido pelos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e 95,3% eficaz contra casos graves de Covid-19, conforme definido pela US Food and Drug Administration (FDA)”, disse a BioNTech em um comunicado conjunto.
Na quarta-feira (31), as empresas disseram que um pequeno ensaio com voluntários de 12 a 15 anos mostrou 100% de eficácia nessa faixa etária.
“Esses dados confirmam a eficácia favorável e o perfil de segurança de nossa vacina e nos posicionam para enviar um pedido de licença biológica ao FDA dos EUA”, afirmou Albert Bourla, presidente e diretor executivo da Pfizer. Um BLA é um pedido de aprovação total. A vacina atualmente tem autorização de uso emergencial, EUA, que não é totalmente aprovada.
“A alta eficácia da vacina observada em até seis meses após uma segunda dose e contra a variante prevalente na África do Sul fornece mais confiança na eficácia geral da nossa vacina”. A empresa tem realizado estudos da vacina em mais de 46.000 voluntários e observou 927 casos de Covid-19 confirmados. Informações da CNN Brasil





