Nesta segunda-feira (14), durante Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, os Diretores do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque e Eduardo Campos, Patrícia Queiroz, falaram um pouco da nova face do coronavírus e internações em UTI.
Os relatos apontam que, por imprudência ou exposição em virtude do trabalho, paralelamente à imunização dos mais idosos, tem sido cada vez maior o número de jovens que precisam de cuidados intensivos.

“Eu tive a experiência de ver um paciente de 16 no Hospital Eduardo Campos”, relatou o Diretor Clínico, Jair Flávio Jaime. “Há agravamentos dos pacientes jovens sem comorbidades”. Foram intubados jovens de 19, 17 e 16 anos. “Só no caso de 16 havia suspeita de uma comorbidade negligenciada”, afirmou Jair.
De acordo com o Diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, a ala respiratória do hospital, por exemplo, tem um paciente com 10 meses, com SRAG. “Semana passada, perdemos uma paciente de São Bento do Una de 25 anos”, lamentou.
Atualmente, dos 30 leitos da unidade, 27, ou 90% estão ocupados. Em maio, foram 32 mortes, mais de uma por dia.
No HEC, mesmo com o aumento de dez leitos, de 70 para 80, a ocupação é de 92%, com 74 ocupados e 100% de ocupação na Clínica Médica. Até o dia 20 de julho, serão implantados mais 20 leitos. O custo a cada dez unidades é de mais de R$ 500 mil a cada dez leitos. Assim, o custo mensal com a manutenção da UTI em Serra Talhada é de mais de R$ 4 milhões mês. No Emília Câmara, mais de R$ 1,5 milhão. “Um dos itens do kit de intubação foi de R$ 20 para R$ 176 pela procura”, afirmou Sebastião Duque.
Ademais, a diretora do Eduardo Campos informou que houve uma redução na pressão sobre o sistema de saúde com pacientes do Agreste. “Assim, a pressão do sistema de saúde é de pacientes da região”, afirmou Patrícia Queiroz. Informações do Blog Nill Jr





