No passado dia 22 de junho, se passaram 35 anos desde o gol mítico feito com “a mão de Deus” no estádio Azteca, na Cidade do México. Durante a Copa do Mundo de 1986, o confronto foi entre Argentina e Inglaterra pelas quartas de final. E foi um dos gols mais polêmicos que o mundo já viu, não só pelo fato de ter feito o gol com a própria mão, mas também pelo cenário que deu origem a esta memorável partida de futebol.
Quatro anos se passaram após a guerra entre a Inglaterra e a Argentina pelo controle das Ilhas Malvinas. O orgulho gaúcho foi ferido pela derrota na guerra, mas o futebol logo cumpriria as promessas de vingança de sempre. E da mão de Maradona, chegou. O número 10 reconheceu depois daquele gol que o havia alcançado “um pouco com o cabeça e um pouco com a mão de Deus”, mas depois resolveu a história lembrando o que era: um gol ilegal, mas um gol no final do dia. “O gol ainda é um gol, a Argentina foi proclamada campeã da Copa e eu fui o melhor jogador do mundo”, disse ele na época. “Eu não posso mudar a história.”
O jogo é memorável. E não só por aquele gol tão gritado por todos os argentinos. O segundo foi um show: Maradona teve que aplicar a premissa de que a arte também pode ser feita. É considerado pelos fãs de futebol uma obra de arte.
Maradona há muito é descrito como o melhor jogador de futebol da história ou, pelo menos, um deles, porque essa é mais uma eterna disputa entre ele e o brasileiro Pelé. Ambos têm uma longa história de marcos esportivos. Porém, no dia 25 de novembro, após o falecimento do craque do futebol, foi Pelé quem deu um abraço caloroso à família do 10 com uma coroa com flores azuis e amarelas que formavam uma espécie de bandeira do Brasil, e uma frase: “Deus deu ele o gênio, o mundo deu-lhe o seu amor. “
Outro hobby do 10
Maradona e Pelé não compartilhavam apenas paixão e habilidade pelo futebol. Eles também gostavam de jogar no cassino e apostar. Os jogos de cartas, especialmente o blackjack e poker, eram os favoritos de Maradona. A competição no jogo era uma das coisas de que mais gostava.
Boa prova disso são os testemunhos de alguns dos seus adversários, entre jogadores, colegas e membros da equipa técnica, entre outros conhecidos e amigos. Quando dirigiu Dorados de Sinaloa no México, a tal ponto que o argentino reservou tempo para conviver com seus colegas Jorge Córdoba e Fabián Bordagaray.
Depois dos treinos, não era estranho ver Pelusa jogar poker e manobras com os jogadores, a quem levou a duas finais da agora extinta Liga de Ascenso no México, mas não conseguiu elevá-los à Primeira Divisão.




