Nesta segunda-feira (02), as escolas particulares de Pernambuco voltaram a abrir, após um longo período de pausas nas atividades presenciais e rodízios com aulas remotas.
Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, está autorizado receber todos os estudantes e usar espaços, como a quadra de educação física, desde que seja respeitado o distanciamento mínimo de 1 metro entre os alunos.

Apesar da manutenção dos protocolos e a restrição no distanciamento, algumas unidades conseguiram acomodar todos os estudantes. É o caso do Colégio Saber Viver, no bairro do Espinheiro. A instituição, que atende cerca de mil alunos do Ensino Infantil ao Fundamental 2, fez uma recepção com artistas da Escola Pernambucana de Circo.
“A gente passou por uma reforma estrutural em alguns espaços coletivos. Além disso, aumentou a quantidade de supervisores para acompanhar o distanciamento e o cuidado com a máscara”, disse a coordenadora pedagógica do colégio, Mariana Bezerra.
Nos jovens, a ansiedade é grande. A aluna do 6° ano, Liz Pena Galvão, de 11 anos, não dormiu à noite. “Muito tempo sem vir à escola e ver meus amigos. O sentimento de voltar é incrível”, afirma.
Após fazer um teste, deixando a filha para ir a duas aulas no primeiro semestre, a mãe de Liz, a dentista Gabriela Pena, 46, aprova o retorno. “Na aula remota, a gente percebe que a interação complica. Acaba que a criança fica desanimada. Eu já sentia isso nela”, conta.
No Colégio Fazer Crescer (CFC), no bairro do Rosarinho, também na Zona Norte, a volta foi bastante tranquila para os alunos do Ensino Médio. Estudante do 1° ano, Lorena Santos, 15, nota uma diferença grande entre o presencial e o remoto.
“Está tudo bem até agora. Dá para prestar atenção e, mesmo não tendo contato físico, a convivência é bem melhor”, afirma.
Segundo a coordenadora Amenaide Pessoa, 95% dos alunos decidiram voltar ao módulo presencial. Para garantir o distanciamento entre os jovens não só nas salas como nos intervalos, a escola preparou um protocolo específico com infectologistas.
“No recreio, por exemplo, não descem todas as turmas. Algumas ficam lá em cima, lanchando com 1,5 metro de distância, e as outras duas descem. Usamos as salas também, com cadeiras mais distanciadas. Não tivemos muitos problemas”, explica.
De acordo com o novo decreto estadual, a distância mínima permitida dentro das salas de aula foi reduzida de 1,5 m para 1 m e, nos espaços de convivência, de 2 m para 1,5 m, o que possibilitou um aumento na presença de alunos.
Na cidade de Olinda, o Colégio DOM, localizado no bairro de Casa Caiada, está com algumas turmas híbridas e outras presenciais. O coordenador pedagógico da unidade, Arnaldo Mendonça, concorda com a redução no distanciamento.
“As escolas são os ambientes mais seguros que esses jovens e essas crianças frequentam. Todos os profissionais são treinados para orientar os alunos sobre os cuidados”, argumenta. Informações da Folha PE
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