Do JC Online
Apesar de não abrir o jogo sobre o seu tabuleiro político para as eleições de 2022 em Pernambuco, Miguel Coelho (DEM) deixou clara sua movimentação para liderar um palanque amplo de oposição no estado.
O pré-candidato ao Governo do Estado promoveu café da manhã com a imprensa, na manhã desta terça-feira (21), no Recife.

No encontro com jornalistas, Miguel Coelho fugiu de perguntas sobre o cenário nacional e a saída do seu pai, FBC, da liderança do Governo Bolsonaro no Senado, apesar de admitir que o fato político o deixa mais livre em Pernambuco.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, reeleito Prefeito de Petrolina em 2020, tentou sempre trazer o assunto para Pernambuco. Ele não se posicionou de forma concisa sobre quem o apoiará em 2022, se empenhando para deixar em aberto as possibilidades e, quem sabe, ter um palanque com três ou quatro candidatos à Presidência da República.
Tudo depende de como o União Brasil, partido a ser criado a partir da fusão do DEM com o PSL, se comportará nacionalmente e quem apoiará.
Aliado do Podemos em âmbito estadual, Miguel Coelho não descartou pedir votos a Sergio Moro ou outro candidato, mas ressaltou as conversas com Raquel Lyra, pré-candidata ao Governo de Pernambuco pelo PSDB, partido que lançou João Doria como candidato ao Planalto.
“Eu quero Raquel Lyra (PSDB) no meu palanque”, disse Miguel Coelho no encontro. O pré-candidato revelou uma ‘ótima’ conversa com a Prefeita de Caruaru, mas não entrou em detalhes. O prefeito também relatou trocar figurinhas com Anderson Ferreira (PL), outro pré-candidato, apesar de ter se aproximado mais do irmão do prefeito de Jaboatão, André Ferreira (PSC).
No entanto, Miguel avaliou não existir espaço para as candidaturas dos três prefeitos oposicionistas. Uma definição sobre uma possível formação, porém, só deve acontecer em fevereiro.
Até lá, devem seguir avaliando se a melhor estratégia para garantir um segundo turno contra o candidato da Frente Popular, que deve ser indicado pelo PSB apesar do movimento do PT com Humberto, é juntar a oposição em uma candidatura única ou abrir espaço para mais de um nome.
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