Uma semana após a invasão da Ucrânia pela Rússia, Moscou e Kyiv devem participar, nesta quinta-feira (03), de uma segunda rodada de negociações com o intuito de um eventual cessar-fogo na guerra, que já causou a fuga de um milhão de refugiados.
A reunião acontecerá um dia após a queda da cidade portuária de Kherson, de 290 mil habitantes, no sul do país, às margens do Mar Negro.

Esta é a maior vitória até o momento das tropas russas, que prosseguem com a ação ofensiva em cidades do leste do país, como Kharkiv e Mariupol.
Centenas de civis ucranianos morreram desde o início da invasão, que será investigada pelo procurador do Tribunal Penal Internacional (CPI), o britânico Karim Khan, por supostos crimes de guerra após as acusações de Kiev de bombardeios contra zonas residenciais.
As autoridades de Kherson confirmaram na quarta-feira (02) à noite a queda da cidade, mas informaram que a bandeira ucraniana permanece hasteada nos edifícios públicos.
“Os ocupantes estão em todas as partes da cidade e são muito perigosos”, declarou o chefe da administração regional, Guennady Lakhuta, no Telegram.
O prefeito de Kherson, Igor Kolykhayev, afirmou ter conversado com as tropas invasoras e que impôs um toque de recolher noturno, assim como restrições ao uso de automóveis.
“Até agora tudo está indo bem. A bandeira hasteada acima de nós é a ucraniana. E para que isso continue, estas exigências devem ser respeitadas”, acrescentou. Informações Folha Pernambuco





