Nesta quarta-feira (25), após as grandes chuvas na Região Metropolitana do Recife, que deixou moradores ilhados e ruas alagadas (relembre aqui). Nas últimas horas os acessos a capital são mais difíceis do que o imaginado.

A Coluna Repórter Ligeirinho, recebeu a nota de cobrança do ativista Douglas Brito, que é a frente da Causa Animal em Pernambuco e alertou as pessoas para melhorias de pessoas em situações de vulnerabilidade. Na ocasião ele cobrou respostas e iniciativa da gestão de João Campos (PSB).
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA
“Em mais um dia de chuvas intensas na Região Metropolitana do Recife, é de se esperar que a Prefeitura realize comunicados informando que não se esperava o volume de chuvas para o curto espaço de tempo.
No entanto, existe uma preocupação que se destaca em todos os dias de chuvas e que boa parte dos recifenses não percebe: a situação dos abrigos para pessoas em situação de rua.
Com as vias tomadas pela água, essas pessoas ocupam os abrigos em grande quantidade, que em muitas vezes não têm capacidade para o contingente, com a prefeitura chegando a recusar cidadãos.
É importante lembrar que os abrigos são o principal ponto de apoio às pessoas em situação de rua, pois fornecem não apenas um local seguro para dormir, mas condições mínimas de conforto térmico e nutrição.
Em conjunto às pessoas em situação de rua temos os seus companheiros, muitas vezes seus únicos amigos: os animais que os acompanham dia e noite por serem um suporte emocional. Eles também são constantemente ignorados pelo poder público.
Esses animais não têm lugar nos espaços da prefeitura e nos dias de chuva devem ficar na rua, as mesmas ruas que ninguém tem coragem de pisar. Ano após ano, pessoas em situação de vulnerabilidade retornam aos seus pontos sem reencontrar seus companheiros, por simplesmente não haver espaço para eles nos locais de apoio.
É necessário um trabalho da prefeitura que abarque esses animais dentro dos espaços. Não há como fornecer suporte às pessoas em situação de rua sem apoio emocional. Esses animais são, acima de tudo, responsáveis pelo mínimo de atividades de lazer realizadas por pessoas em situação de rua e capazes de gerar vínculos emocionais. Não podemos tirar isso deles, tampouco dos animais”, finalizou.




