O presidente francês, Emmanuel Macron, que estreou sua recandidatura semanas atrás, começou a colocar em prática o que havia discursado sobre suas intenções para a nova candidatura, caso fosse reeleito pelo menos no campo dos esportes.
No começo de junho, Emmanuel Macron promoveu um evento onde ele e algumas personalidades de destaque do cenário de esports se reuniram em cerimônia que aconteceu no Palácio do Eliseu. O motivo do encontro foi uma iniciativa do presidente reeleito para falar sobre o setor de esports francês e debater sobre questões além de reverenciar os esports, salientando a importância do tema na sociedade atual.

Macron quer tornar França referência nos esports
Apenas um mês após ter vencido a eleição no 2º turno contra a candidata Marine Le Pen, o presidente também mencionou na cerimônia sobre a sua intenções sobre o cenário esportivo de jogos eletrônicos. O presidente pretende fazer com que a França seja referência em esports, sendo um dos centros dos torneios de jogos eletrônicos do mundo. A reunião foi um marco, já que esta foi a primeira vez na história que um líder do ocidente abordou sobre o tema de esports abertamente.
Não é de se esperar por menos, competições de Call of Duty: Mobile, League of Legends, DOTA 2 movem quantias milionárias, que até podem superar vários campeonatos de esportes tradicionais em toda esfera de setores que atinge. No ano passado, por exemplo, DOTA 2 premiou a Team Spirit com R$ 99 milhões de reais (US$ 18 milhões), superando o 1º lugar do Brasileirão, o Atlético-MG, que recebeu perto dos R$33 milhões em 2021.
Até o ano de 2024, Macron tem a pretensão de sediar na França grandes torneios de jogos eletrônicos bem populares, como por exemplo The International – Dota 2, League of Legends – Worlds, Counter-Strike: Global Offensive – Major, e fazer com que tais competições tenham alguma forma de elo com as Olimpíadas.

Em outro episódio, antes de ser reeleito, em entrevista dada ao Big Whale, Macron chamou atenção ao fazer questão de abordar sobre o tema, já que o assunto não é usualmente tratado por autoridades políticas. Segundo o presidente, que também fez parte de uma geração que cresceu com videogames, salienta a importância que os jogos representam em termos de cultura, especialmente pelo público mais jovem.
A França é hoje umas das grandes potências mundiais quando o assunto é videogame, Macron mostra estar ciente do potencial que o setor de esports comporta, e portanto, pretende criar incentivos e fornecer o devido amparo ao setor. Desenvolvedoras de jogos como a Ubisoft, Voodoo e Quantic Dream são apenas alguns exemplos de indústria de jogos que fazem sucesso em obras de jogos que são jogadas no mundo inteiro
Tratando-se de equipe de esports, a França conta também com equipes de altíssimo nível, como é o caso das organizações Team Vitality e Karmine Corps. A relação da França com esports não vem de agora. Em 2015, Paris foi sede do campeonato mundial de League of Legends – Worlds 2015, na fase de grupos. Mais tarde, em 2019, Paris voltou a ser palco da competição da fase final da Worlds 2019.

Presidente francês fala sobre sediar eventos de esports e futuro olímpico
Para Macron, unir as Olimpíadas dos dois mundos seria um fato inédito e histórico, sendo o país francês palco central de grandes eventos em um único ano. Os esforços de Emmanuel Macron é fazer com que o tradicional evento multiesportivo e grandes campeonatos de esports, tais como o The International de Dota 2, Major de CS:GO e Worlds de League of Legends aconteçam na França, de forma que ambas tenham alguma forma de conexão em evento que está previsto para acontecer no ano de 2024.

É bem positivo um líder político enxergar e apoiar oportunidades que acercam o cenário de esports. É inegável o espaço que atualmente este setor do entretenimento ocupa e o quanto ele faz com que a economia aqueça e Macron reconhece que seu país tenha influência nisso. A meta de Emmanuel Macron é fazer com que a França se expanda não apenas no quesito esports no país, mas progrida também com tecnologias em geral.
“Devemos ir ainda mais longe. Os últimos 5 anos permitiram a reabertura do jogo, mas isso ainda é insuficiente. A economia mundial, mas também nossos usos diários ainda são quase exclusivamente dominados por empresas anglo-saxônicas ou chinesas. É por isso que estou definindo a meta para nós, até 2030, trazer 100 unicórnios franceses e 10 gigantes europeus. Precisamos que nossas empresas sejam mais numerosas, mais poderosas e se desenvolvam em áreas críticas como computação quântica, biotecnologias ou mesmo agricultura e energia de amanhã.” – Declarou Macron em entrevista fornecida para o site Big Whale, pouco antes de ser reeleito.
A iniciativa de Macron, embora precursora, faz muito sentido já que esports ou competições de jogos eletrônicos é um setor em largo crescimento, não apenas na França, mas no mundo inteiro. E no Brasil não é diferente. Assim como a França, o Brasil conta também com equipes que são times de peso. Times como LOUD, Los Grandes, Corinthians e-Sports, paiN Gaming e Ninja in Pyjamas são apenas exemplos de algumas equipes brasileiras que possuem grande impacto no setor e contam com notoriedade internacional.





