A partir desta quinta-feira, 11 de abril, a cachaça feita no Brasil e vendida lá na terra de Obama será chamada de…cachaça! Um produto tipicamente brasileiro. Nada mais de “rum brasileiro”, como era desde 2000, o que fazia com que o povo às vezes comprasse gato por lebre.
Para o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a medida ajuda demais o país, que luta pelo reconhecimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) da chamada denominação de origem. Hoje, além dos States, só a Colômbia reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro.
O reconhecimento é parte do acordo bilateral entre os governos do Brasil e Estados Unidos, firmado em abril de 2012. Dessa forma, o Brasil passa a reconhecer outros dois produtos como genuinamente americanos: o uísque bourbon e o uísque tennessee.
A mudança deve ter impacto para as exportações brasileiras do produto, que ainda são muito tímidas, para não dizer outra coisa. Enquanto a indústria brasileira produz cerca de 1,2 bilhão de litros por ano, não vende para exterior nem 1% do total.
A Copa das Confederações, neste ano, e a Copa do Mundo, em 2014, devem ajudar a popularizar a bebida. São mais de 30 mil produtores e 5 mil marcas brasileiras.
Hoje, quando falam da “bebida nacional”, os gringos falam em “caipirinha” e não em cachaça. Tá bom que a caipirinha é feita de cachaça, mas muitos não sabem disso.
Eu mesma vi três senhoras bem serelepes num restaurante brasileiro de Lisboa (antes que me perguntem o que eu estava fazendo lá e não em um restaurante português, comendo bacalhau e pastel de nata, era o único aberto perto do hotel e ele era bom) entornando “caipirinhas” (imaginem o sotaque).
Não sei se elas sabiam que tinha cachaça ali. Mas não era água, não. (DP)
11H





