Segundo a Polícia, a morte de Maycon teria revoltado bandidos da região, que atearam fogo a um ônibus da viação Sambaíba Transportes Urbanos cerca de uma hora depois no mesmo bairro. No incêndio morreram duas pessoas carbonizadas – um boliviano embriagado que dormia no coletivo e um morador de rua que teria tentado salvar a primeira vítima. Outro ônibus foi incendiado na região, mas sem vítimas.
Ao longo do dia, o chefe de policiamento da PM na zona norte, coronel Audi Felix, havia dito desconhecer denúncias de truculência policial e que a abordagem do Passat, à primeira vista, teria sido “legítima”.
“Em princípio, a ocorrência parece ter todos os indícios de uma ação legítima da Polícia Militar. Se houver indícios de ilegalidade da nossa parte, isso será apurado. A Polícia Militar não admite truculência. Nossa ação tem de ser com rigor, com vigor, mas nunca com violência.”
Segundo o coronel, o Passat foi abordado por apresentar atitude suspeita, mas ele não soube precisar qual foi. Quando foram anunciadas as prisões dos PMs, às 19h30, Felix disse haver “divergência na versão de policiais e testemunhas”. “Pessoalmente fico triste pois são companheiros de trabalho. Torcemos para que toda a verdade venha à tona.” (Agência Estado)






