Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil deflagrou uma operação contra a promoção de jogos de azar, no Recife, e apreendeu centenas de materiais para esse tipo de crime. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e oito deles foram para locais que promoviam os jogos clandestinos.
A operação, denominada “A última fronteira” foi desencadeada na terça (16), mas as informações foram repassadas nesta quarta-feira (17) pela Polícia Civil. De acordo com informações do delegado Alessandro Orico, da Delegacia de Boa Viagem, foram apreendidas 171 máquinas caça-níquel, que foram destruídas.

Ele relatou, também, que 135 placas eletrônicas também foram encontradas nos locais. Esses equipamentos, segundo ele, são os que alimentam as máquinas e teriam sido contrabandeados.
“O jogo funciona dessa forma, através de uma placa, que passa os dados. Geralmente, essas placas são alteradas. As pessoas que ali estão jogando jamais irão ganhar. Elas só perdem. Então, através da perícia, através do Instituto de Criminalista, eles irão periciar essas placas para verificar essa questão da adulteração da placa”, afirmou o delegado.
Foram apreendidos 171 máquinas destruídas; 135 placas; 47 monitores destruídos; 37 caixas de armazenamento de hardware (placas, HD); R$ 3.952; 13 HDs; 8 câmeras de monitoramento; 1 pen drive; 5 celulares; 2 provedores centrais; 2 DVRs.
Segundo Alessandro Orico, a investigação teve início após várias denúncias de funcionamento irregular das casas de jogos. Ele também contou que a polícia teve dificuldades para apreender os materiais, porque as casas de jogos tinham uma forte estrutura de segurança, com cofres a nível de bancos.
“Tivemos dificuldade inclusive de alguns locais de dar entrada porque eram verdadeiros bancos. A estrutura deles hoje está cada vez mais evoluída, tem estrutura inclusive de cofre, onde eram armazenadas placas para abastecer outras máquinas de jogos, e houve uma dificuldade muito grande de acesso a esses estabelecimentos”, declarou. Informações do G1 Caruaru





