O número de famílias que se declaram endividadas em Pernambuco aumentou, na comparação entre julho e agosto deste ano.
De acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), o percentual subiu de 78,7 para 81,5%.

A Pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O objetivo é traçar um perfil do endividamento, acompanhando o nível de comprometimento dos consumidores com dívidas e sua percepção em relação à sua capacidade de pagamento.
Ainda segundo a Fecomércio, o tempo médio de duração das dívidas foi de sete meses e meio, em agosto. Esse índice não sofreu mudança com relação a julho. A parcela média da renda comprometida com as dívidas se manteve em 30%, no mês passado.
Além disso, o percentual de famílias com contas em atraso ficou estagnado em agosto. O índice é de 27,1%. No entanto, alerta a Fecomércio, essa taxa tinha registrado queda por quatro meses consecutivos.
O percentual de famílias que se declaram sem condições de quitar as contas em atraso recuou 0,5 ponto percentual em relação ao mês de julho. Isso significa cinco meses de retração nesse indicador.
A pesquisa demonstra, ainda, que o percentual de famílias que citam o cartão de crédito na composição das dívidas está em elevação.
No mês anterior, o percentual já havia passado de 91% para 94%. Isso representa uma mudança de trajetória de redução, observada de janeiro a junho.
Em agosto, o patamar chegou a aproximadamente 95%. A entidade aponta que “a situação financeira das famílias tende a exigir maior uso do crédito para consumo imediato, visando sustentar a capacidade de consumo no segundo semestre”.
Ainda segundo a pesquisa, é possível observar aumento em todos os níveis de percepção, de endividamento. Entre as famílias que se declaram “muito endividadas”, o índice subiu de 16,9% para 18%.
No caso de famílias que se declaram “pouco endividadas” (o aumento foi de 25,9% para 27,4%. Por último, houve incremento de 35,9 para 36,1 entre as famílias “mais ou menos endividadas”. Com informações do G1 Pernambuco






1 comentário
É realmente bastante expressivo o aumento do número de famílias endividadas no Brasil.
Visando amenizar a situação fianceira dessas milhares de famílias, o candidato à Presidência, o ex-presidente Lula anunciou a criação , se eleito, do programa “Desenrola Brasil”, um programa de renegociação de dívidas intermediado e garantido pelo governo federal, como anunciado por Lula, e também pelo estado de Pernambuco, como pretende Danilo, e demais estados da Federação que adeririem ao modelo, com o fim de atender os milhões de brasileiros endividados, que poderão, com a intermediação do governo federal, limpar seus nomes do SPC e Serasa.
O “Desenrola Brasil” será portanto um programa de extrema importância para todos aqueles que se encontram endividados e inadimplentes , no momento em que o endividamento bate recorde no país atingindo 78% das famílias brasileiras, sendo que em Pernambuco esse percentual é de 81,5% da população, como bem referido na matéria em pauta.
Fato é que altos níveis de endividamento provocam redução de consumo, impactando de forma direta a economia, pois quanto menor o consumo, menor será a arrecadação de impostos, diminuindo o ritmo de crescimento do PIB.
É como disse Lula a jornalistas após a reunião da coordenação da campanha nesta terça-feira (06/09): “Não basta vencer as eleições e aumentar a renda das pessoas. Vamos ter que, no primeiro momento, criar as condições para negociar essas dívidas, seja com empresários no setor de varejo, seja com os bancos. Se a gente não resolver a dívida dessas pessoas, elas estarão impedidas de consumir qualquer coisa. A loja não vende, a fábrica não fabrica, o povo não compra”, a ecomia não cresce.