Cerca de mil pessoas participam da Marcha da Maconha, no Recife, neste domingo (19). Os manifestantes saíram da Praça do Derby, no centro da capital pernambucana, e seguiram até a Rua da Moeda, também no centro. A ideia da organização é legalizar não apenas a maconha, mas outros tipos de droga. Aqueles que apoiam o movimento acreditam que a legalização pode diminuir os índices de violência, principalmente em relação ao tráfico de drogas.
Um evento católico, que está ocorrendo na Praça do Carmo, alterou o trajeto da Marcha. O horário de saída também mudou. A mobilização começaria às 14h mas passou para as 16.
“Acredito que o governo precisa discutir mais esse tema com a sociedade sem colocar políticas destrutivas”, diz a estudante de serviço social Ingrid Farias. Já Jhonatas Pascal, de 20 anos, está na terceira marcha e acredita que a mobilização deve surgir dos jovens. “Acho importante a maconha porque é uma planta natural. Esta mobilização pela legalização da planta tem que partir de nós”, enfatiza.
Toda a movimentação está sendo acompanhada pela Polícia Militar de Pernambuco. Até o momento, não foram registrados incidentes.
Este ano, pela primeira vez, a bancada evangélica da Assembleia Legislativa de Pernambuco não entrou com representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pedindo a proibição do evento. Nos dois últimos anos, os deputados denunciaram o ato ao Ministério Público. Segundo eles, a marcha seria um ato inconstitucional. Mas o MPPE não atendeu o pedido e a marcha foi realizada.
De acordo com o movimento, estão previstas marchas em 37 cidades do País até julho. (Ne10)






