O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, justificou nesta sexta-feira (28) a postura do país em se abster na votação ocorrida ontem na ONU sobre o referendo que anexou a região da Crimeia à Rússia.
Segundo ele, o processo deve ocorrer na base do diálogo e não em uma “lógica de sanções contra sanções”, que ele comparou à ocorrida durante o período da Guerra Fria.
Figueiredo lembrou que o Brasil fez parte do grupo de 58 países que se abstiveram, como todos os integrantes do Mercosul e dos Brics, a exceção da Rússia, que votou favoravelmente ao referendo.
“[O Brasil se absteve] por vários motivos. A leitura do texto [do documento que não reconhece o referendo] deixa claro [o cenário]. Não podemos voltar à lógica da Guerra Fria. Uma lógica de sanções contra sanções. Temos que resolver a situação pelo diálogo”, disse Figueiredo, após dar palestra em evento para estudantes de Relações Internacionais no Rio.
O ministro afirmou que “a Ucrânia é um país amigo” e que o clima de polarização– as chamadas “sanções contra sanções” que o ministro se referiu três vezes na breve conversa com os jornalistas– não leva a lugar a nenhum.
À despeito da abstenção, durante sua palestra, contudo, o ministro defendeu que “o Brasil precisa ter vez uma política externa cada vez mais ativa e inclusiva”.
(Fonte: Folha de S. Paulo)







