A Polícia Federal em Pernambuco, por intermédio da Delegacia de Polícia Federal em Caruaru/PE, prendeu na tarde do dia 28/08/2015, última sexta-feira, MARLON ALMEIDA DA SILVA, vulgo “Bazar”, brasileiro, união estável, natural de Parauapebas/PA, 28 anos, vendedor, residente no Sitio Brejo Novo, Zona Rural de Caruaru/PE. A prisão aconteceu em virtude da realização de Mandados de Prisão, expedidos pelos Juízos da 2 Vara Criminal de Luiziânia/GO e Comarca de Jaraguá/GO, em decorrência de informações chegadas a equipe de policiais federais do Núcleo de Operações de Caruaru/PE de que o acusado estaria na cidade.
As informações davam conta de que MARLON, possuiria contra si 02 (dois) mandados de prisão em aberto do estado de Goiás e estaria residindo em Caruaru/PE, mais precisamente na saída para Agrestina/PE. O suspeito teria envolvimento com assalto a banco, inclusive sendo todo o seu patrimônio oriundo dessa atividade criminosa. De posse dos mandados de prisão foram deslocadas equipes de Policiais Federais, que empreenderam buscas, logrando êxito em identificar o clube que seria de sua propriedade, às margens da BR-104.
A ação teve seu desfecho final quando os policiais federais, ao fazer vigilância no clube perceberam a chegada do suspeito num veículo Hyundai IX35 e após uma abordagem rápida e eficaz o detido apresentou uma carteira de motorista falsa em nome de MARLONE ALVES SILVA e ao ser conduzido para Delegacia de Caruaru/PE, admitiu que seu nome verdadeiro era MARLON ALMEIDA DA SILVA. Além do veículo Hyundai IX35 2.0 de placas PER 2804, cor preta que também estava registrado com o nome falso, também foram apreendidos com ele diversos cartões bancários.
Terminado os trabalhos investigativos MARLON, além de ser preso, em cumprimento aos mandados de prisão, também foi autuado em flagrante pela prática do crime contido no artigo 304 do Código Penal e Artigo 1 da lei 9.613/98 (Uso de documento falso e ocultar bens provenientes de crime) e, caso seja condenado poderá pegar penas que variam de 03 a 10 anos de reclusão. Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal e logo após foi encaminhado para o presídio Juiz Plácido de Souza em Caruaru/PE, onde ficará à disposição da Justiça Federal desta cidade.
Em seu interrogatório o preso reservou-se no direito de permanecer calado. O grupo agia sempre sequestrando gerentes de bancos através de uma falsas blitzes, que se faziam passar por policiais e depois acompanhavam o gerente até sua casa onde morava com a família, passavam a noite, fazendo peguntas sobre a segurança da agência e a quantia de dinheiro em espécie que havia no cofre do banco.
Pela manhã, um dos bandidos levavam parte dos integrantes da família para uma mata enquanto um outro integrante do grupo levava o gerente para a agência e o fazia sacar todo o dinheiro. Depois disso todos os reféns eram liberados. Ele era procurado nos estados de Goiás, Maranhão, Para e Tocantins. O crime, que é conhecido como “sapatinho” é devido a entrada na agência de forma silênciosa e sem alarde. Na época a quadrilha era composta por cerca de 35 pessoas.








