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A Estabilidade do Casamento e as “Raposinhas” (Parte 3)

Por: em 24/08/2019 às 15h25 atualizado em 24/08/2019 às 15h27

A raposinha do “isolamento”

O isolamento pouco a pouco vai distanciando os cônjuges um do outro. Se o casal não tomar cuidado, depois de alguns anos se tornarão “dois estranhos no ninho”. O perigo aumenta quando os dois trabalham fora, e, alguns ainda estudam à noite.

Muitos casais hoje quase não se encontram e não tem tempo pra conversar. A imagem que guardam na mente durante o dia, não é um do outro. O cheiro que sentem durante o dia não é um do outro. A voz que ouvem durante o dia não é um do outro. A atenção que dão e recebem durante o dia não é um do outro. O “isolamento”, muitas vezes, é resultado de uma inversão de valores. Muitos casais valorizam mais dinheiro do que relacionamentos. Outros valorizam mais suas profissões do que o casamento.

A raposinha do “tempo mal empregado”

Tão ruim quanto a falta de tempo é o mau uso do tempo. O casamento enfrenta momentos difíceis quando o nosso melhor tempo é dedicado a atividades que não são importantes. O mau uso da TV; em algumas casas cada um tem a sua própria. Computadores e celulares conectados à internet têm desconectados muitos casais e proporcionado ambiente propícios para trações virtuais. Na busca exagerada por ganhar dinheiro e melhorar a renda familiar, muitos trabalham até mesmo em dias feriados e finais de semana.

O amor genuíno envolve TEMPO! Só desenvolvemos um relacionamento com alguém se passarmos TEMPO com ele. Sabemos disso quando namoramos! Depois de casados, achamos que não é mais necessário! Alguém já disse: “Diga-me onde você gasta seu tempo e lhe direi o que você ama”
A raposinha do “silêncio”.

Num casamento saudável, cinco áreas exigem atenção constante: (1) Comunicação; (2) Finanças; (3) Vida sexual; (4) Filhos; (5) Relacionamento com os parentes do cônjuge. Se algum dos quatro últimos itens enfrentar problemas, pode ter certeza: A comunicação foi quebrada! Caminhar juntos por uma vida toda exige que o casal converse de modo regular. Um casal precisa se relacionar verbalmente: conversas sérias,
informais e até “bobagens”! Isso desenvolve amizade e intimidade!

Normalmente, o homem permite que a raposinha do “silêncio” devaste a vinha da relação conjugal. O homem é especialista na arte de frustrar o cônjuge com o “silêncio”.

O “silêncio” constrói um muro de pedra entre o casal. Onde o silêncio e a indiferença substituem a comunicação saudável, o divórcio é visto como única saída para essa prisão.

Pr. Paulo César Nascimento

PS. Continuação na próxima postagem.

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