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Anvisa autoriza análise da eficácia de dose de reforço da AstraZeneca

A Anvisa também autorizou a realização de um estudo clínico para avaliar a segurança e a eficácia do medicamento proxalutamida.

Por: em 19/07/2021 às 16h29 atualizado em 19/07/2021 às 16h29

Da Folha Pernambuco

Nesta segunda-feira (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de estudo clínico para avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade da aplicação de terceira dose da vacina contra covid-19 da AstraZeneca.

De acordo com a Anvisa, o estudo inicial será realizado em participantes que já receberam as duas doses do imunizante, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações. A dose de reforço será aplicada de 11 a 13 meses após a segunda dose.

A Anvisa explica que se trata de um estudo de fase três, em que o voluntário não saberá o que tomou: se uma dose da vacina ou de placebo.

Voluntários

“Serão incluídos voluntários com idade entre 18 e 55 anos, que estejam altamente expostos à infecção com o novo coronavírus, como profissionais de saúde. Não serão incluídas gestantes ou pessoas com comorbidades”, afirma a agência, em nota.

Conforme informou a Anvisa, o estudo, patrocinado pela AstraZeneca, será feito apenas no Brasil, nos estados da Bahia (1,5 mil voluntários), Rio de Janeiro (1,5 mil), Rio Grande do Sul (3 mil), Rio Grande do Norte (1,5 mil) e São Paulo (2,5 mil).

Após a quebra do “cegamento da pesquisa”, quando os voluntários ficam sabendo se receberam a vacina ou o placebo, todos os participantes do grupo placebo serão convidados a tomar a dose de reforço.

Além disso, também nesta segunda-feira (19), foi autorizada a realização de um estudo clínico para avaliar a segurança e a eficácia do medicamento proxalutamida na redução da infecção viral causada pelo coronavírus e no processo inflamatório provocado pela covid-19.

O estudo é de fase três e irá avaliar a eficácia e a segurança da substância em participantes ambulatoriais do sexo masculino com covid-19 de leve a moderada.

O estudo é patrocinado pela empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, sediada na China, e será realizado na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México, Estados Unidos e Brasil, onde participarão 12 voluntários do estado de Roraima e 38, de São Paulo.

Neste domingo (18), o presidente Jair Bolsonaro disse que pediria estudos sobre o uso do medicamento no Brasil.

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