Quando José Mourinho deixou o Real Madrid, ao fim da última temporada, ficou claro que a relação do técnico com o elenco já não era boa há algum tempo. E, em seu novo livro, “The Special One: o lado obscuro de José Mourinho”, o treinador escancara que a pouca empatia era mútua no vestiário. Segundo o jornal “The Times”, Mou chega a chamar os jogadores de “filhos da p…” quando relembra sua relação com os atletas.
– São uns traidores. Pedi a eles que não dissessem nada sobre a escalação, mas me traíram. Eles me demonstraram que não estavam do meu lado. São uns filhos da p… O único amigo que tenho neste vestiário é Granero, e nem estou seguro de que posso confiar nele. É o time mais traiçoeiro que tive em minha vida. Nada mais que filhos da p… – teria dito Mou, lembrando um dos clássicos contra o Barcelona.
No novo livro, o técnico português ainda revelaria a base de sua preleção antes da final da Copa do Rei de 2011, vencida pelo Real Madrid na prorrogação. Mourinho teria usado a rivalidade entre a capital Madri e a Catalunha para tentar criar um clima de guerra entre os atletas no campo, afirmando que morou em Barcelona por anos e conhecia de perto a educação dos que foram criados na cidade, como Puyol, Piqué e Xavi, que não eram amigos reais dos companheiros de seleção espanhola, como Casillas e Sergio Ramos.
– Estão equivocados se pensam que têm amizade com os jogadores do Barça. Desde pequeno são ensinados a se distanciar dos espanhóis – diz.
Segundo o “Times”, Mou revela no livro uma paranoia quanto ao vazamento de informações internas durante a passagem pelo Santiago Bernabéu. O técnico chegou a buscar microfones ocultos em quartos de hotel onde o time ficava e até mesmo pedir um estudo sobre os registros telefônicos de jogadores e empregados.
(Fonte: Globoesporte.com)







