Comunidades isoladas, periféricas ou suburbanas como alguns classificam, caminham sempre à margem da sociedade elitizada em todas as cidades do Brasil, e em Serra Talhada, o caso não é diferente e nem exclusivo.

Bairros como Vila Bela, Mutirão, Nossa Senhora de Fátima, Borborema, Sem Teto e outros mais que vão se formando têm uma questão de sobrevivência para enfrentar todos os dias. Essa questão consiste na falta de políticas e serviços públicos, que numa vergonhosa realidade, são oferecidos como prioridade àqueles que já têm prioridades demais.
Nesses locais isolados ou até mesmo tipificados por alguns de seus moradores como “Bairros esquecidos”, não se precisa fazer nenhum levantamento estatístico de IDH ou qualquer outro, basta apenas observar a carência de assistência básica como: Segurança, saúde, educação, saneamento básico, iluminação pública e, para espanto de alguns, água nas torneiras.
Vale ponderar que, o esquecimento ou isolamento dessas comunidades, são fruto do ‘conjunto da obra’, que consiste num certo desinteresse das autoridades políticas da Capital do Pajeú, e na inércia da população componente desses locais, que muitas vezes só esperam mas, não reivindicam; reclamam melhorias mas, não melhoram sua consciência política; vivem isoladas, mas deixam isolarem seu poder de participação junto das autoridades responsáveis por essa sobrevivência marginalizada.
Numa semana em que o Governo Municipal anuncia medidas para debater orçamentos com a população serra-talhadense, a hora da sobrevida pode se transformar em vida, e o esquecimento ou isolamento, em justiça social.





