OBRENOVAC, Sérvia — O ministro das Relações Exteriores da Bósnia, Zlatko Lagumdzija, informou nesta segunda-feira que mais de um milhão de pessoas, um quarto da população do país, foram afetadas pela pior enchente que atingiu a região dos Bálcãs em mais de um século. Em uma coletiva de imprensa, o ministro disse que mais de 100 mil casas e prédios foram destruídos e que as pessoas estão sem água potável.
— A destruição física não é menor do que a causada pela guerra — disse Lagumdzija.
A Sérvia e a Bósnia pediram ajuda internacional para resgatar a população das áreas inundadas. Até agora, pelo menos 38 pessoas morreram, mas a expectativa é que o número aumente.
Uma operação de ajuda internacional já está em andamento, com helicópteros da União Europeia, EUA e Rússia para resgatar pessoas das áreas afetadas. No entanto, o primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic, disse que precisa de mais apoio, especialmente na entrega de alimentos, roupas e água engarrafada.
— Apoio e solidariedade para o meu povo na Sérvia — escreveu o tenista sérvio Novak Djokovic na sua conta do Twitter, se juntando aos pedidos de ajuda.
Autoridades declararam que choveu o equivalente a três meses e que aos poucos as águas começam a baixar, mas os perigos permanecem. Há a ameaça de deslizamento de terra, das minas terrestres não detonadas e dos transbordamento dos rios. Além disso, a principal estação de energia da Sérvia sofre risco de ficar inundada.
Até agora, a chuva causou mais de dois mil deslizamentos de terra na Bósnia, atingindo estradas, casas e aldeias inteiras. O ministro dos Refugiados da Bósnia, Adil Osmanovic, descreveu a enchente como “catastrófica”.
A região Nordeste da Bósnia foi uma das mais afetadas. Casas, estradas e linhas ferroviárias ficaram submersas.
(Fonte: Jornal O Globo)







