Nesta sexta-feira (04), a Coluna Repórter Ligeirinho, apurou um caso de um jovem identificado por Dorivan Almeira, natural de Serra Talhada, onde o mesmo acabou sendo mal recebido na Escola Estadual Solidonio Leite (relembre aqui).

O caso se tornou o assunto mais comentado nas redes sociais. Após a repercussão o jovem serra-talhadense, Dorivan Almeida, emitiu uma nota juntamente ao advogado que está acompanhando o caso e se posicionou sobre o caso.
NOTA DE ESCLARECIMENTO – DORIVAN ALMEIDA
“Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos os órgãos de imprensa que estão dando a oportunidade de me manifestar e expressar o meu ponto de vista acerca da questão, independentemente de questões políticas ou ideológicas, mas com a devida isenção que é da competência de todos os profissionais do jornalismo que trabalham com competência e seriedade.
Em suma, meu objetivo é reafirmar que, ao contrário do que alguns veículos de imprensa estão tentando divulgar, meu papel nesse caso é, claramente, o de VÍTIMA, não de culpado, como alguns estão tentando fazer parecer aos olhos da população serra-talhadense e circunvizinhas.
Para começar, o “convite” da escola para que eu fosse até lá fazer a matrícula só aconteceu depois da repercussão negativa do caso. Noutras palavras, caso eu tivesse me recusado a fazer valer meus direitos como cidadão, esse “convite”, provavelmente, jamais teria acontecido, e eu faria parte das estatísticas como mais um aluno impossibilitado de estudar, graças a uma medida arbitrária e inconstitucional, sobre a qual nem mesmo a comunidade científica internacional chegou, ainda, a um consenso. Eis porque afirmo, com base em vasta pesquisa, que não sou anti-vacina ou negacionista; quero, apenas, ter segurança sobre a vacina, especialmente com a enorme variação de cepas que está ocorrendo no mundo todo e as opiniões conflitantes entre cientistas renomados.
A seguir, o próprio vídeo mostra que a postura arrogante e autoritária partiu do funcionário, que disse, com todas as letras, que eu não poderia ter acesso às dependências da escola, caso não apresentasse o cartão de vacinação. Ora, como então podem afirmar que jamais fui impedido de estudar, se está claro no vídeo que meu acesso foi vetado? Se não poderia adentrar o prédio da escola, como estudaria? Do meio da rua? Do lado de fora?
Por isso, a afirmação de que não fui impedido de estudar é inverídica, como está claro no próprio vídeo e pode ser facilmente depreendido das palavras do funcionário.
Gostaria, por fim, de dizer que sou um aluno que, desde cedo, sentiu o peso das responsabilidades sobre os ombros. Sou oriundo de família humilde, mas nem por isso sou incapaz de perceber quando estou sendo vítima de uma arbitrariedade.
“Também procuro me informar e sei que, diante da falta de consenso (mundial) sobre essa pandemia, muitas decisões ainda estão sendo tomadas sem o devido respaldo legal ou científico. Sou, por fim, humilde como muitos que estão lendo essa nota, e sabem como é triste encontrar portas fechadas, sobretudo quando se procura algo capaz de transformar nossa vida e melhorar as nossas chances futuras, como é o caso da educação.
“Num país onde tanto jovens não querem saber de nada, estão desmotivados, estão envolvidos com a criminalidade, com as drogas, com o desemprego, que dizer de uma situação em que um jovem que quer, simplesmente, estudar, recebe um “não” como resposta da escola? Como você se sentiria se seu filho passasse por tal situação? Pergunte-se a si mesmo como é doloroso passar por esse tipo de constrangimento! Ponha-se, enfim, no meu lugar, antes de me julgar.
Não quero facilitações, mordomias, nem agrados. Tudo que quero são meus direitos respeitados. Meus atos interpretados com justiça e correção.
E se há pontos de vista contrários, que eles sejam colocados na mesa de maneira honesta e debatidos. Afinal, todos temos direitos e muitas regulamentações são conflitantes, bem como opiniões. Mas, nem por isso, um lado deve tentar calar, omitir ou caluniar o outro.
Nesse caso, a solução é discutir – e não destratar. É expressar a verdade que as imagens mostram e não deturpar a realidade. É esclarecer os leitores, não incitá-los a ver somente um lado da questão. É não caluniar a vítima, tornando-a vítima de generalizações, de rótulos, que só têm por interessa favorecer a promoção política de alguns e a ocultação da verdade.
Deixem-me estudar, crescer, prosperar. Respeitem-me e aos meus direitos. Não me caluniem, não subvertam a realidade. É tudo o que peço.
Meus agradecimentos a todos os que leram essa nota até o fim, bem como aos que a publicaram, dando-me a oportunidade de expressar o meu ponto de vista“, concluiu a nota.
VACINAÇÃO COMPULSÓRIA É LEI
De acordo com a Lei Federal Nº 6.259 de 30 de Outubro de 1975, dispõe sobre a organização das ações de Vigilância Epidemiológica, sobre o Programa Nacional de Imunizações, estabelece normas relativas à notificação compulsória de doenças, e dá outras providências. Para o controle de epidemias e na ocorrência de casos de agravo à saúde decorrentes de calamidades públicas, o Ministério da Saúde, na execução das ações de que trata este artigo, coordenará a utilização de todos os recursos médicos e hospitalares necessários, públicos e privados, existentes nas áreas afetadas, podendo delegar essa competência às Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.





