Na última semana, o Grupo de Trabalho (GT) do Gesso do Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, entre (de 13 a 17 de setembro) uma nova força-tarefa no polo gesseiro do Sertão do Araripe. A ação marcou a retomada das fiscalizações presenciais na região, interrompidas em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com as informações, a operação, contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram fiscalizadas 49 empresas, entre calcinadoras, mineradoras e plaqueiras.
Desse total, 11 cumpriram totalmente as obrigações de fazer, estabelecidas em ações anteriores, e apenas duas as descumpriram integralmente.
De modo geral, entre as infrações cometidas pelos estabelecimentos fiscalizados, foram observadas instalações elétricas irregulares, além de ausência de equipamentos de proteção específicos para o maquinário utilizado na cadeia produtiva e contra queda de materiais, expondo os trabalhadores a risco de choque elétrico e outros acidentes.
Assim como, em alguns locais, também foi verificado o não fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI) aos funcionários e água potável limpa para o consumo. Essas duas últimas queixas já haviam sido registradas em forças-tarefas anteriores.
Das 49 empresas inspecionadas, 25 cumpriram o acordo parcialmente, seis estavam fechadas e cinco delas passaram pela primeira fiscalização da equipe do MPT.
Além disso, as atividades previstas foram divididas entre duas equipes, uma delas coordenada por Rogério Sitônio e outra pelo procurador do Trabalho Gustavo Chagas. A operação contou, ainda, com a participação dos peritos em Engenharia e Segurança do Trabalho do MPT Leonardo Franca e Marcos Lira, além dos servidores da Gerência de Segurança Institucional (SGI). Com informações de Carlos Britto.




