O governo Bolsonaro voltou atrás na sua decisão e decidiu liberar a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes em todo o território nacional. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde em entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (22).
A alteração no posicionamento do governo está em uma nota técnica de mais de vinte páginas que, de acordo com o Ministério da Saúde, foi publicada nesta quarta. Há seis dias, o ministério havia restringido a imunização a “adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)”.

“Hoje foi publicada uma nota técnica, elaborada pelo ministério, que avalia todo esse cenário e verifica que os benefícios da vacinação são maiores que os eventuais riscos dos efeitos adversos da sua aplicação”, disse o secretário-executivo, Rodrigo Cruz.
Durante a coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde afirmou que a suspensão foi feita como uma medida cautelar. O secretário-executivo da pasta, no entanto, afirmou que após uma análise realizada pela pasta, não houve a constatação de que haveria relação de causa e efeito entre a vacina e o óbito da adolescente.
“A mensagem chave é essa. O ministério suspendeu de forma cautelar a vacinação de adolescentes sem comorbidades, passou uma semana investigando as causas que fizeram com que se adotasse essa estratégia de suspensão, e entendeu-se que podemos sim retomar a imunização dos adolescentes”, explicou Cruz.
Segundo o secretário-executivo, a mudança na normativa sobre a vacinação de adolescentes foi previamente ajustada e comunicada ao presidente Jair Bolsonaro. “O ministro sempre conversa com o presidente de todas decisões e nada é feito à revelia do ministro, do presidente. Tudo é sempre conversado. Então, sim, o presidente tem conhecimento do que está sendo apresentado aqui hoje”, disse Cruz. Informações da Folha Pernambuco
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