Começa nesta terça-feira (24) a audiência que deve ouvir depoimentos e réus do caso do assassinato do promotor de Itaíba, Thiago Faria Soares, morto em 2013, numa emboscada na PE-300, Agreste do estado. A audiência deve seguir até a sexta-feira (27), na 36ª Vara da Justiça Federal, no Recife. A Justiça deve ouvir 50 depoimentos e interrogar quatro dos cinco réus.
Nesta terça (24), serão ouvidas as duas pessoas que sobreviveram à emboscada: a então noiva do promotor, Mysheva Martins, e o tio dela, Adautivo Martins; além de uma parte das testemunhas de acusação. Haverá depoimentos presenciais e por videoconferência. As outras testemunhas de acusação serão ouvidas na quarta (25).
As Subseções de Arcoverde e de Garanhuns, vinculadas à Justiça Federal de Pernambuco, e a Subseção de Santana do Ipanema, vinculada à Justiça Federal de Alagoas, receberão as testemunhas que prestarão o depoimento através de videoconferência.
Na quinta-feira (26), parte das testemunhas de defesa prestará depoimento e, na sexta (27), será ouvido o restante das testemunhas de defesa e serão interrogados quatro dos réus: José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva.
Os quatro réus, que serão ouvidos presencialmente, estão presos no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. O quinto réu, Antônio Cavalcante Filho, está foragido e, por isso, o processo dele foi desmembrado para que o andamento da investigação não fosse prejudicado.
O crime ocorreu em 14 de outubro de 2013. O promotor foi morto quando seguia de Águas Belas para Itaíba, cidade onde trabalhava. A motivação, segundo a PF, envolveu uma disputa pelas terras da Fazenda Nova. O fazendeiro José Maria Barbosa perdeu a posse para a noiva do promotor, em um leilão da Justiça Federal, e teve que deixar o imóvel. Em entrevista exclusiva à TV Globo, na época do crime, o fazendeiro negou ter cometido o homicídio. A Polícia Civil, que iniciou as investigações, apontou que Barbosa teria contratado o cunhado, Edmacy Ubirajara, para matar Thiago Faria. Ubirajara chegou a ser preso, mas foi liberado.
A denúncia contra os cinco réus foi oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). A Polícia Federal (PF) denunciou o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, 55, como o mandate do homicídio doloso, motivado por disputa de terras. Além dele, serão julgados, por participação no planejamento e execução do crime, José Maria Domingos Cavalcante, 55, Antônio Cavalcante Filho, 26, Adeíldo Ferreira dos Santos, 26, e José Marisvaldo Vitor da Silva, 42. Todos também vão responder pela tentativa de homicídio contra Misheva Freire Ferrão Martins, noiva do promotor na época, e Adautivo Martins, tio dela. Os dois estavam no mesmo veículo do promotor no dia do crime, mas não foram atingidos pelos disparos. ( Matéria: G1 )





