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No caso Beatriz: defesa diz que Alisson não era responsável por câmeras

Por: em 19/09/2019 às 11h51 atualizado em 19/09/2019 às 11h51

O advogado de defesa de Alisson Henrique de Carvalho, suspeito de apagar imagens do dia do assassinato de Beatriz Angélica Mota, em dezembro de 2015 em Petrolina, afirmou que o cliente não era o funcionário responsável pelas câmeras da unidade escolar.

Ele explicou que a revogação da prisão de seu cliente foi concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco por entender que as investigações não conseguiram chegar a um resultado. O advogado explicou que Alisson, que na época prestava serviço na área de informática, não era a pessoa responsável pelo serviço das câmeras e sim uma outra empresa.

O cliente era responsável pela informática que não incluía o monitoramento por câmeras. O advogado ainda explica que o cliente atendeu uma solicitação de dois funcionários da escola,cumpriu o que lhe foi pedido, e que não fez nada sem o consentimento dos funcionários, que em seguida entregaram as imagens para a polícia.

O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora falou através de nota que entende que as declarações do advogado do ex-prestador de serviço confirmadas pela justiça corroboram com informações que foram fornecidas anteriormente pela instituição, as quais apontam que todas imagens registradas pelo circuito de segurança no dia 10 de dezembro foram disponibilizadas. Além disso, a unidade de ensino também reforça o posicionamento de colaboração com as investigações para a elucidação do caso Beatriz.

Sobre o caso:

Beatriz Mota, então com 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a menina afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 30 minutos depois.

Alisson Henrique foi considerado suspeito de apagar as imagens das câmeras de segurança da escola que mostravam o suposto autor do homicídio. A defesa dele citou que a polícia “usou Alisson como bode expiatório para poupar um erro” e que o HD com imagens do circuito do colégio “foi apagado pela polícia por um sistema incompatível”.

Do NE10 

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