Da Folha Pernambuco
Os Policiais Militares de Pernambuco deverão começar a utilizar câmeras corporais acopladas às suas fardas. O equipamento grava todas as atividades policiais, em uma medida para tentar evitar possíveis excessos em abordagens.
De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a expectativa para o início do uso das chamadas bodycams é para dezembro deste ano. O primeiro Batalhão da PM a receber o projeto também foi escolhido e será o 17º, sediado em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

As câmeras já estão sendo utilizadas em polícias de outros estados, como São Paulo e Santa Catarina, e estão sendo debatidas em outros como Minas Gerais, Bahia, Amapá, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
A implantação das câmeras na polícia pernambucana foi debatido em reuniões entre representantes do MPPE, da Secretaria de Defesa Social (SDS) e da Polícia Militar de Pernambuco, nesta quarta-feira (22).
Na sede da SDS, o promotor de Justiça, Rinaldo Jorge, e o secretário-executivo de Defesa Social, Rinaldo de Souza, firmaram parceria para o projeto e discutiram os benefícios do uso das câmeras pelos policiais do Estado. “Nosso intuito de criar uma comissão é para garantir o acompanhamento, a evolução do sistema de uso de bodycams, a fonte de custeio e o planejamento da implantação do projeto”, informou Rinaldo Jorge.
Segundo o secretário, o projeto tem muito a agregar no dia a dia da polícia. “A chegada das câmeras traz maior segurança à atuação do policial no cumprimento do seu dever. Na medida que isso permite o controle de qualidade do atendimento da ocorrência, dá uma segurança para o policial que está realizando um procedimento correto”, explica.
O representante da SDS acrescenta que a medida também deverá beneficiar quando flagrados ou presos aleguem algum uso excessivo da força policial. “Vai facilitar aqueles momentos em que o profissional está sendo testado pelo próprio flagrado ou preso, dizendo que está havendo algum uso excessivo da força. Com a câmera mostrando o procedimento, fica mais fácil a comprovação das evidências”, completou Rinaldo de Souza.
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