A perícia do Instituto de Criminalística será crucial para esclarecer as causas da morte de um policial militar reformado no bairro de Estância, na Zona Sul do Recife, na noite desta segunda-feira. Fernando José Moreira de Barros, de 53 anos, foi encontrado com uma pistola .40, de uso restrito, na Avenida Doutor José Rufino. Ele foi atingido por um tiro no peito. A polícia trabalha com duas hipóteses: briga de trânsito ou tentativa de assalto contra um carro-forte. As versões díspares foram apresentadas pelas testemunhas e serão analisadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Fernando José estava uma moto acompanhado de um amigo (identidade preservada) quando, ao passar pela Avenida Doutor José Rufino, foi assassinado. Segundo o carona, ele foi morto por conta de uma discussão com vigilantes da empresa Brinks, que estariam no carro-forte. A briga teria começado na Vila Iolanda, em uma área próxima, quando o veículo teria esbarrado na moto. O amigo disse à polícia que, além do esbarrão, eles estariam trancando a moto durante o trajeto. Ao chegar na via, o policial reformado teria descido do veículo e pedido para o carona seguir sozinho. Pouco depois, o amigo conta ter ouvido os disparos.
A versão é contestada pelos funcionários da Brinks. De acordo com eles, a dupla teria tentado assaltar o carro-forte. Chegaram atirando, eles teriam apenas revidado os tiros.
O capitão José Bonifácio, do 12º Batalhão, informou que nenhuma das hipóteses pode ser descartada nesta fase das investigações. Os envolvidos foram encaminhados para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).






