Assim como aconteceu o ano passado, a montagem do polo Principal da Festa de Setembro na Lagoa Timóteo ganhou as páginas da imprensa, e desta vez foi parar na polícia, tudo graças a insistência da Prefeitura de Serra Talhada, de intervir em um terreno que diz ser da sua propriedade, mas que é reivindicada pela família Carvalho. “temos toda as documentações, e a prefeitura não tem documento, logo, quem é o proprietário?”,diz em tom desafiador João de Sindário, que fala em nome dos irmãos.
Segundo João de Sindário, não existe intenção alguma de prejudicar a festa, muito pelo contrário, sempre esteve disposto a negociações, apenas nem ele nem a família concorda com a maneira autoritária e desrespeitosa do poder público municipal que, sem fazer nenhum contato nem aviso prévio invadiu sua propriedade com máquinas, fazendo serviço de terraplanagem.
“Sempre estivemos prontos para negociações. Somos de Serra Talhada e temos muito interesse que a Festa aconteça da melhor maneira possível, apenas buscamos nosso direito e não gostamos da maneira que fomos tratado pelo representante da prefeitura”, comentou João sobre, conforme ele frisou, a maneira grossa do procurador do município.
“Fui procurado hoje pelo secretário Faeca Melo, e disse a ele que poderíamos chegar a um acordo, como de fato chegamos e a Festa vai acontecer lá na Lagoa, mas é preciso que a sociedade tenha conhecimento de que estou, em nome dos meus irmãos exercendo nosso direito”, declarou.
Segundo João de Sindário, no seu acordo com a prefeitura, o município vai disponibilizar um camarote para sua família e pagar uma taxa de R$ 5.000,00, além de dispensar dos serra-talhadenses a cobrança de taxas para comercialização em isopor e cobrança de espaços para barracas dos pequenos barraqueiros.
Ele alerta ainda que o acordo foi feito verbalmente e vale para este ano. “Estamos entrando na justiça para retomada da área que foi doada ao município por alguns dos meus irmãos. Dos cinco herdeiros, três fizeram uma doação à prefeitura para construção do Pátio de Eventos, os dois que não doaram foi eu e Roberto, já procuramos na justiça nosso direito, agora os demais também vão entrar na justiça para retomara a área, já que a doação foi feita em 1996 e foi dado um prazo de cinco anos para construção do mesmo, caso contrário retornaria para os proprietários, no caso nossa família. Como se vê, o prazo está vencido desde 2001. Temos tudo aqui, documentado (mostra os documentos de doação), vamos apenas faze cumprir a lei”, Esclarece.
A atual gestão tem, com freqüência entrado em conflitos de terras no município, e, de acordo com alguns advogados, pelo que apresenta a família Carvalho, com provas documentais, dificilmente o poder público municipal consiga ganho de causa, o melhor, conforme disse um advogado, seria negociar amigavelmente com os verdadeiros donos do terreno.
As negociações para solução da questão atual, foram efetuadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Faeca Melo e o representante da família Carvalho, João de Sindário e, embora tenha sido anunciado a participação do prefeito Luciano Duque, temos informações precisas de que o mesmo não participou das conversas.






