O Estádio Nildo Pereira, mais conhecido como Pereirão, está agonizando. Inaugurado em 1973, e com muita história passada pelo seu gramado, hoje não comporta uma equipe de futebol na série A2 do Campeonato pernambucano. Com sua estrutura comprometida, o Estádio segue esperando uma solução.

São muitas as especulações. De uma reforma esperada por seus torcedores e clubes da cidade até verbas do Governo Federal, e os anos vão se passando e o Nildo Pereira vai ficando cada vez mais esquecido, com a falta de garantias em suas dependências comprometidas pelo tempo.
Em seu tempo áureos, Garrincha, o anjo de pernas tortas pisou o gramado que um foi o melhor do sertão. Chegando a grandes jogos com clubes da capital, e colocando mendo à que viesse enfrentar os times da capital do Xaxado. Aqui, na grama do Nildo Pereira, os três grandes sofreram com o Comercial, Serrano e Serra Talhada.
O Estádio tem solução ? Sim, só uma parceria entre a Prefeitura e empresas privadas podem colocar de volta o Pereirão no cenário futebolístico de Pernambuco. São muitos os exemplos de praças esportivas que são administradas por empresas e que deram certo. Estádio com o porte do Nildo Pereira, são comuns em cidades do interior do Brasil, e a saída é transformar em espaço de auto-rendimento, através das leis de incentivos.
Todo projeto enviado ao Ministério tem que estar enquadrado em pelo menos uma manifestação esportiva:
Desporto de participação: caracterizado pela não exigência de regras formais, com o objetivo de desenvolver o indivíduo através da prática esportiva. É o esporte como lazer.
Desporto educacional: o público beneficiário desta manifestação terá que estar obrigatoriamente matriculado em instituições de ensino e 50% desse destas pessoas, registradas em algum estabelecimento público de ensino. Não é permitido haver seletividade e competitividade entre os praticantes. É o esporte como instrumento auxiliar no processo educacional.
Desporto de rendimento: é o esporte que objetiva resultados, segue regras formais, nacionais e internacionais. Destaca-se nessa manifestação a presença do atleta ou do atleta em formação.
O desporto de rendimento pode ser praticado de duas maneiras:
MODO PROFISSIONAL: caracterizado pela remuneração pactuada em contrato formal de trabalho entre o atleta e a entidade de prática desportiva.
MODO NÃO-PROFISSIONAL: identificado pela liberdade de prática e pela inexistência de contrato de trabalho, sendo permitido o recebimento de incentivos materiais e de patrocínio.
O que pode-se conseguir:
Reforma e/ou construção de campos, centros de treinamentos e acomodações. Seminários para atletas, professores, técnicos e praticantes; Treinamentos anuais de equipes da área olímpica; Custeio de participação em competições no exterior; Eventos esportivos como campeonatos, circuitos e provas e escolinhas de esportes.
Quem pode pleitear esse mecanismo :
Prefeituras, Governos de Estado, Fundações públicas, Associações públicas, COB/CPB, Confederações, Federações e ligas, Clubes e associações, Fundações privadas, Demais entidades esportivas. Pessoas jurídicas sem fins econômicos de natureza esportiva e em funcionamento há mais de um ano.
Via Bom dia Esportivo // Por Sebastião Costa






