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Transição de Eduardo e Lyra será marcada por simbolismos

Por: em 03/04/2014 às 09h52 atualizado em 03/04/2014 às 09h52

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Há 50 anos, no dia 1º de abril, o governador Miguel Arraes deixava o Palácio do Campo dos Princesas por ordem dos militares para a prisão em Fernando de Noronha, onde ficou preso por 11 meses. Em 2014, no dia 4 de abril, próxima sexta-feira, o governador Eduardo Campos repete os passos do avô e se desliga do Governo de Pernambuco, mas por motivos diferentes. Sem regime ditatorial ou militares forçando a saída, a intenção é buscar voos mais audaciosos, a Presidência da República, sonho acalentado por Arraes, mas nunca realizado. Para não derrapar nas críticas, o último discurso de Campos será escrito. De olho na campanha presidencial, a cerimônia será marcada por simbolismos estratégicos para vincular ainda mais a imagem de Campos ao avô. A transição do governo terá três momentos distintos.

Mantido sob sigilo, o novo estafe de Lyra deve ser anunciado por ele e Eduardo nesta quinta-feira (3). Cerca de dez dos 22 secretários devem deixar a gestão para dedicar-se a outros projetos – disputa de mandato federal ou ingresso na campanha estadual e presidencial.

Na sexta, haverá uma reunião extraordinária na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para marcar a desincompatibilização de Eduardo. Seguindo o protocolo, às 15h, o pré-candidato à presidência da República deve ler a carta de renúncia. Na mesa estarão o presidente da Alepe, Guilherme Uchoa, e o presidente do TJPE, desembargador Frederico Neves. Por volta das 15h30, o vice chegará ao lado de dois deputados.

Na saída, Lyra fará a revisão da tropa dos bombeiros militares. Ele não seguirá em carro aberto. O percurso até o Palácio do Campos das Princesas será em um veículo fechado. Da cabeceira da Ponte Buarque de Macedo, ele segue a pé. (Jamildo)

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