Novos dados obtidos em 2011 pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) fizeram com que os cientistas chegasse a conclusão de que aquilo que inicialmente tinha sido considerado rios no planeta vermelho não passa, de correntes de ar carregadas de areia, informou a NASA.

As conclusões dessa nova análise, que foi publicada esta semana pela revista “Nature Geoscience“, que descartam, além disso, a presença suficiente de líquido em Marte. De acordo com Dundas, as imagens feitas pela potente câmera do MRO mostram que não existe inclinação suficiente para gerar leitos para que a água se deslocasse de forma regular.
“As marcas escuras em Marte, anteriormente consideradas como uma prova de correntes de água na superfície do planeta, foram interpretadas por uma nova pesquisa como fluxos granulares, nos quais grãos de areia e pó caem ladeira abaixo, criando leitos escuros”, afirmou nesta segunda-feira a NASA em comunicado.
“Considerávamos esses fluxos como correntes de água, mas o que vemos nessas encostas responde mais ao que poderíamos esperar de areia seca”, afirmou Colin Dundas, autor do artigo e membro do Departamento de Pesquisa Geológica do Centro de Ciência Astrológica de Flagstaff, no Arizona.





